sexta-feira, 30 de outubro de 2009

CDU por Ourém na Assembleia Municipal

Na primeira sessão da nova Assembleia Municipal, foi eleita a Mesa, após um empate das listas propostas - uma pelo PSD e outra pelo PS -, a que se seguiu uma votação uninominal, como é exigido pela Lei 169/99, de que saíu vencedora, com 20 votos em 39, a deputada municipal Deolinda Simões, presidente cessante.
O eleito pela CDU fez a seguinte intervenção:
.
Exma. Senhora Presidente da Mesa
Começo por saudar V. Excia., após esta eleição que a tornou, por escolha dos seus pares, presidente do órgão deliberativo do poder local da nossa terra.
Saúdo os que, sob a presidência da Mesa ora eleita, vão ser meus companheiros no cumprimento de mais este mandato.
Saúdo a comunicação social, de que sou regular colaborador, e de que me sinto camarada de trabalho.
Saúdo o público presente, a que não quero chamar público mas vizinhos, assumindo o compromisso de tudo fazer para que estejam mais e mais vezes presentes, trazendo a este órgão a leve aragem de uma democracia participativa.
Por fim, mas não em último lugar, saúdo a nova vereação e, particularmente, o novo presidente da Câmara.
E começo a minha intervenção por explicitar essa saudação, pelo que ela pretende ser, face a quem se quis a imagem de uma mudança em Ourém, desejada por todos, transcendendo este todos uma mera sigla de campanha.
Mais do que de meu viso, como é de meu vício faço leituras um pouco à toa, e acontece que estas eleições e campanhas em que alguns andámos empenhados me lembraram o célebre texto de D. Luís da Cunha, a carta que o diplomata estrangeirado escreveu a D. José I, ainda não rei mas príncipe do Brasil.
São conselhos de um homem experiente endereçados a quem vai ser rei. Vou adaptar um ou dois trechos, mantendo o tom e o estilo cerimonioso do princípio do século XVIII. Vou esforçar-me…
Começava assim, mais ou menos…, D. Luis da Cunha:
Em primeiro lugar, senhor, naquele desejado (por tantos) temido (por alguns), infausto (decerto para uns poucos) mas natural acidente que se verificou a 11 de Outubro, e que eu (confesso) esperava ver, estou bem certo que V. S. não mostrará logo que em certas coisas quer tomar o contra-pé do governo de quem o antecedeu, e que, quando se vir obrigado a fazê-lo, o fará mostrando que são as diferentes opções e/ou ocorrências que o forçam a tomar resoluções diversas das que estavam tomadas, para que não pareça que V. S. as emenda por emendar, por despeito ou vindicta, mas porque assim deverá ser.
Não estranhe V. S. a um espírito melancólico e envelhecido se lhe trago à memória que cada instante é o termo da vida quando assim tiver de ser, e que cada mandato é tão-só um mandato, e ao serviço de quem a V. S. e a nós mandatou, para que não perca o sentido do voto que a nós aqui nos colocou.
Dizia D. Luís da Cunha que «Deus não pôs os ceptros nas mãos dos príncipes para que descansem, senão para trabalharem no bom governo dos seus reinos (ao serviço do bem-estar dos seus súbditos).». São receios que não tenho, os de que V. Excia., alcançado o ceptro que tanto almejou, como tão ostensivamente o mostrou, intente descansar, mas não dispenso a recomendação, em que abunda D. Luís da Cunha, de que, mais que muito, trabalhe no bom governo da autarquia, ou seja, que o faça bem e ao serviço de quem o mandatou.
Mais não digo a V.Excia., sr. Presidente, nesta hora de instalação e festa, na certeza de que não me calarei, tanto quanto o regimento me consentir que fale, nas sessões e nos trabalhos em que nos venhamos a encontrar, com toda a disponibilidade e a única e sabida condição de que respeitado seja o que penso e o que sou.
No dia 11 de Outubro, há menos de 20 dias como é de regra, muito mudou em Ourém.
O quê? Onde? E para quê e para onde?
Sabido é o que mudou.
Desde 1989, há 20 anos, o PSD teve 5 mandatos de maioria absoluta no executivo, após 4 (de 1976 a 1989) em que alternou maiorias relativas com o CDS, ou seja, após 26 anos (em 32) de presidência, e em que houve sempre vereadores PS exceptuando num, no de 1985-89, neste 10º exercício, o PS chega à maioria absoluta no executivo.
É, na verdade, uma mudança significativa. De cor. Do laranja fixo para o rosa. De 4-3 para 3-4, ou de 3-4 para 4-3.
E onde mudou também é sabido que foi no executivo. No entanto, querendo ter em completa consideração o resultado das eleições, há que sublinhar que o PSD teve 44,5% contra 40,4% do PS na Assembleia Municipal, e mais de 50% (51,3%) nas assembleias de freguesia.
Da junção de onde houve mudança com onde não houve resultou, a meu ver…, a mais significativa mudança no panorama político-institucional de Ourém.
A mudança de maioria absoluta não foi completa, o que quer dizer que este órgão Assembleia Municipal passou a ter uma importância nova. Deixou de ser uma "caixa de ressonância" do executivo, onde as únicas intervenções políticas a relevar eram a de todas as suas sessões serem públicas – o que há que ter como de enorme importância –, e um fórum de declarações políticas para os partidos que viam passar o cortejo imperial da maioria absoluta PSD, por vezes com toques e tiques pessoais de arrogância e até prepotência, intolerável por pouco democrática, o que, a bem da democracia, se alterou, tarde e a más horas… particularmente para o PSD.
Mas esta mudança poderia ter ido muito mais longe. E permitam-me uma nota pessoal.
Se fui buscar o Testamento Político de D. Luís da Cunha não foi por acaso. Sinto estar aqui a apresentar uma espécie de testamento político. Tive (e não estive sozinho) a veleidade de pensar, pelo juízo que de mim faço, que poderia desempenhar um papel com alguma importância na nova configuração política oureense, e que à mudança se poderia juntar a alternativa em vez da alternância que faz da mudança algo de efémero, pior: de ilusório!
Chegou a pensar-se que uma longa e diversificada experiência (virtude ou defeito?) poderia ser útil numa nova Assembleia Municipal, com uma intervenção que fosse de equilíbrio entre maiorias diferentes, e buscando o melhor para as gentes de Ourém.
No quadro de uma intervenção desta Assembleia na vida oureense que, no pleno exercício das suas competências, fazendo respeitar o seu estatuto institucional, cumprindo o seu regimento (a ter de ser revisto… mas, enquanto existente, este), e que apoiasse criticamente o executivo, abrindo vias de diálogo e negociação.
Não aconteceu assim. O dia 12 de Outubro continuou o dia 11 de Outubro, o dia da vitória para uns e o dia da derrota para outros. Posso dizer que para a CDU por Ourém, e não só, pensámos que este dia 30 de Outubro poderia ser o dia de começar uma mudança mais funda, mais fundamental para Ourém, muito para além da mudança de faces, de cores de maiorias.
De qualquer modo, esta Assembleia vai ser diferente do que tem sido. Em condições que não são as que desejaria. (Mas quem sou eu para convencer os outros que os meus desejos são os melhores?! E pouco consola que o tempo o venha dizer, com todos esquecidos do previsto e prevenido, e por quem o foi...).
Meus caros, um testamento não é um último acto ou gesto ou documento, é, ou pode ser, a expressão de um balanço quando se perdem oportunidades e se fecham portas, embora se continue na vida e na luta. D. Luis da Cunha ainda mexeu muito depois de ter escrito o seu. Quase 30 anos. Espero conseguir o mesmo…
De uma coisa podem estar certos: nesta Assembleia, e se e enquanto puder, a CDU vai ter uma actuação bem diferente e mais interveniente da que teve quando a Assembleia Municipal era o que chamei caixa de ressonância e repositório de declarações políticas gerais e de interesse local.
A nova maioria no executivo pode vir a precisar dos partidos com pequena implantação institucional e dos independentes. Como já precisou para a eleição da Mesa. Sem êxito. Saiba que, da nossa parte, há toda a disponibilidade. Desde que nos respeite! Não conte é com alianças espúrias nem com cheques em branco. Se se lamenta que o respeito pelos outros apenas exista se e quando necessário, o pragmatismo vigente nesta democracia pode impô-lo.
Felicidades, e bom trabalho a todos.
O melhor por Ourém!

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Sobre a Reserva Agrícola Nacional

Em ocastelo, Tiago Gonçalves publicou um post, que importa ler aqui... e assinar lá, se concordar com a petição.

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Esclarecimento

Quando escevi o texto Nas vésperas, depois do passado e o editei, não estava ainda "postado" o texto de Luís Neves sobre a eleição da mesa da Assembleia Municipal. Se já estivesse, tê-lo-ia escrito de outro modo num ou noutro ponto. Não vou dizer que foi surpresa para mim, pois trocámos impressões sobre o tema - e a sua oportunidade -, até porque "cá por casa" há hábitos de trabalho colectivo, mas os dois textos cavalgaram-se (como se pode ver pelas horas de edição) e o do Luís Neves venceu o meu sobre a meta.

Não que tenha algo de negativo esta coincidência, mas melhor estaria com ordem inversa. O que me evitaria este esclarecimento com o pedido de que eventuais leitores os leiam (ou releiam... se não for pedir demais) pela ordem que deveria ser a que eu desejava: o meu a "fechar" o passado próximo sabendo que o Luís iria publicar sobre as vésperas em que estamos de decisões urgentes, inadiáveis.

domingo, 18 de outubro de 2009

Nas vésperas, depois do passado

Uma semana passou. Não a "lamber feridas" mas a fazer balanços... E a descansar um pouco.
O João Filipe e o Luís Neves já aqui, neste blog, disseram o que era indispensável ser dito. Subscrevo inteiramente o que escreveram.
Apenas quero acrescentar, como "o mais velho" (de vez em quando tenho de me lembrar para que não mo lembrem), que foi com grande satisfação (e proveito) pessoal que melhor os conheci e que com eles trabalhei. O meu caloroso obrigado a todos que deram o que lhes foi possível dar, nas difíceis condições que são as nossas. E uma saudação muito especial para a Cidália pela lição de vontade, bom trabalho e coragem que a todos nos deu.
Desta "batalha" saio com mais vontade de continuar a luta, e com o grande desejo de não perder pelo caminho companheiros que agora tive.
Como é sabido, porque dito e redito, não vejo a política e as campanhas eleitorais como lutas pessoais, "fulanizadas", em que há vencedores e vencidos. Há objectivos que se procuram atingir, convencendo quem decide pelo voto, e pela participação cívica, que são aqueles que melhor os servem. E há, com o realismo que deve presidir a essa assumpção de objectivos, os meios de que se dispõe. Nisso esta campanha foi, ou deveria ter sido, esclarecedora.
Mas não quero, agora, uma semana passada, comentar aspectos que tenho referido.
Saúdo todos os que estiveram em luta por Ourém. Quem cumpriu o objectivo de protagonizar a mudança que a população em geral mostrou desejar, através de quem e como votou, tem uma enorme responsabilidade. Desejo-lhes bom trabalho ao serviço dessa população.
E sabem, sabem todos, que podem contar comigo. Com toda a humildade, sem procurar lugares e prebendas, apenas exigindo que respeitem o que defendo e o que sou.
A semana que aí vem vai ser uma semana de tomar decisões inadiáveis. Não serei mero observador!
Por Ourém, sempre.
Sérgio Ribeiro
.

A democracia não começou nem acabou a 11 de Outubro

Os resultados eleitorais para a Assembleia Municipal de Ourém configuram diversas soluções no que toca à eleição da sua mesa, presidente e dois secretários.
Por via de regra ou costume, na democracia em que vivemos, a força maioritária, neste caso o PSD, faria eleger para Presidente da Assembleia Municipal o primeiro nome da lista que apresentou, a professora Deolinda Simões. Acontece que é público e sabido que o modo como Deolinda Simões conduziu as reuniões e os trabalhos da AM foi muito insatisfatória, apesar dos seus esforços e simpatia, avaliação dos seus próprios colegas do partido e, sobretudo, de um número substantivo de Presidentes de Junta eleitos pelo PSD pelo que decerto haverá fortes reservas por essa opção. Acresce que, face à mudança do quadro autárquico, com o PS maioritário na Câmara, a continuidade da mesma pessoa na Presidência da Assembleia Municipal que terá maioria como oposição poderá vir a perturbar o desejável entendimento na gestão e nos interesses da autarquia.
Por outro lado, o PS sabe que, pelo ambiente político-partidário e pela composição da AM, os eleitos pelo PSD nunca viabilizarão o candidato que apresentou como cabeça de lista, ou quem possa vir a apresentar como lista sua.
Sabemos também que os eleitos da Assembleia, que não estão vinculados aos partidos maioritários, estarão disponíveis por uma solução de equilíbrio que liberte a Assembleia do binómio redutor PS-PSD.
Assim sendo, e acreditando que existem sensibilidades democráticas para encontrar soluções alternativas, que coloquem Ourém acima da aritmética partidária e eleitoral, capazes de reconhecer em público o que reconhecem em privado, não pode a CDU deixar de relembrar a pessoa e a figura do candidato – Sérgio Ribeiro, primeiro da sua lista para a Assembleia Municipal.
Assim, deverá ser considerada a candidatura de Sérgio Ribeiro Presidente da Assembleia Municipal, na convicção de que a mesma Assembleia saberia escolher, livre de preconceitos, livre de sectarismos partidários, rendida às circunstâncias e ao mérito, o melhor para Ourém e o seu Concelho.

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Vota CDU!

A CDU deu-me uma oportunidade singular de ser primeiro da lista à Câmara Municipal de Ourém. Em nenhum outro partido isso me era permitido. No PSD em que até a luta por um 2.º lugar provoca faísca entre as duas tradicionais famílias, nunca eu poderia chegar a um lugar elegível. No PS eu nunca teria lugar, porque sempre teriam de me castigar a contestação aberta às medidas iníquas de Sócrates.

E também nunca eu me sentiria confortável num PSD local minado por interesses, intrigas e "golpes palacianos", para usar a mesma expressão de Frazão.

E nunca eu me sentiria confortável no PS ao lado dos apoiantes declarados de Sócrates e das suas políticas. De nada vale Paulo Fonseca vir dizer que discorda de muito do que foi feito pelo governo, se ele e António Gameiro ocuparam cargos de enorme relevo político durante mais de 4 anos. A um e a outro eu escrevi enquanto cidadão a propósito de assuntos relacionados com a vida das escolas, nem um nem outro sequer me respondeu. Se verdadeiramente se opunham às medidas do governo, porque não tomaram posição como fizeram outros dentro do partido?

A CDU tornou-se assim o único "refúgio" para quem ainda acredita que juntos podemos trabalhar para o bem comum, para quem acredita que o mundo gira para todos e não para servir interesses de alguns.

Concorrer por uma coligação que em Ourém tem tido pouco acolhimento é também um símbolo de que não procuro benefícios pessoais, é o símbolo do desprendimento com que se deve trabalhar para o bem comum, mesmo tendo que ouvir que as nossas ideias são boas, mas que o partido deveria ser outro. Mesmo ouvindo que as pessoas concordam connosco, mas rejeitam o partido.

O partido, a coligação, não podia ser outro, porque nenhum outro tem estes ideais. Em nenhum outro eu tinha lugar. Por isso, a quem reconhece que pensa como nós, que pensa como eu, candidato independente, apelo a que não adie o momento. Este é o momento de votar CDU. Por uma vida melhor!

Duas campanhas - 2

Outra campanha foi a da CDU. Como foi possível fazê-la. Com os escassíssimos meios financeiros - exclusivamente nossos! - e a militância dos que têm a certeza que nada ganham, material e pessoalmente, com ela.
Quisemos que se soubesse que há alternativa para a gestão feita no Poder Local, para as políticas do Poder Central, para este ping-pong a que Ourém e os oureenses assistem, os responsáveis autárquicos queixando-se do governo, os responsáveis do governo gerindo a sua relação com a autarquia de acordo com interesses partidários (e não só).
Somos alternativa. Existimos, também aqui! Em Ourém.
Participámos em todos os debates. Também naqueles que era para haver e não houve... Trouxemos ideias e propostas. Diferentes. Algumas novas porque a situação é (sempre!) nova. Fomos solidários quando, infelizmente, isso foi necessário. Gastámos o pouco que podiamos gastar a dizer que existimos e a afirmar o que somos. Até para contrariar preconceitos enraizados e alimentados, por vezes em verdadeiros exercícios de hipocrisia.
Esperamos, de consciência tranquila e alma lavada, o voto. E, como sempre, respeitá-lo-emos. E no dia 12 continuaremos a luta. Por um viver melhor. Para todos (o que quer dizer que alguns deixarão de viver tão escandalosamente melhor que todos os outros).

Duas campanhas - 1

Houve, evidentemente, duas campanhas. E ainda não acabaram porque ainda há leitões para sacrificar no espeto, prendas para darem potezinhos de mel e garrafinhas de vinho e sei lá que mais, mega-jantares, música e comida para todos, papeis para meter nas caixas do correio.
Houve, evidentemente, duas campanhas. E uma terceira, marcada, dramaticamente, pela morte do Dr. Diogo Alvim.
.
Uma - a do PSD e do PS -, que começou cedo, a todos os títulos temporã, gastando rios de dinheiro, verdadeiramente em enxurrada surpreendente, escandalosa, ostensiva e quase ofensiva. Em que nada faltou. Salvo o equilíbrio e o bom senso. Em que houve actos e momentos lamentáveis. De parte a parte, tendo o PS um D ou não o tendo. Com o truque de se vitimizar quem também fez mal e, depois, fez caramunha.
Campanha que terminará, hoje, como vem sendo anunciado em páginas de publicidade paga, o que nem é legal... mas que adiantava dar mais trabalho à Comissão Nacional de Eleições?, e as leis contra que votámos e que cumprimos não são cumpridas pelos que as fazem, e as sanções são meramente simbólicas.
.

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Um tema que não foi debatido

Apesar das 4 horas de debate, um dos temas mais presentes na campanha mal foi abordado, o do PDM.
Foi referido, mas apenas de passagem, o que nos parece pouco para a sua relevância e para o tanto que foi frequentemente citado, embora brevemente.
Por outro lado, dado o tratamento que tem tido - pela rama... - pode haver a ideia de que todas as forças partidárias estão de acordo. E estão no que respeita à necessidade do PDM ser revisto, até porque tal decorre da legislação (que o Município de Ourém foi mais que relapso a cumprir, tendo chegado a ser "um caso" relativamente à adopção do PDM agora em revisão, pois terá sido um dos últimos senão o último...).
No entanto, as forças políticas em presença já não o estarão de acordo quanto ao documento a elaborar.
Pelo lado da CDU, defendemos que é necessário regulamentar a ocupação do solo - urbano e rural -, e o PDM é um instrumento regulamentador do ordenamento espacial, e que há que delimitar e fazer cumprir "reservas", ambientais, patrimoniais, agrícolas.
O facto da regulamentação ter sido (eventualmente) mal feita, pouco ou nada participada, mal aplicada, não implica a sua desnecessidade, como a (eventual) maldade da delimitação e do cumprimento da "reserva ambiental" e da "reserva agrícola" não serve de argumento ou de "passa-culpas" para a ausência ou escasso investimento, para a não realização de projectos que não tenham em conta a bondade de reservas relativamente ao ambiente e ao aproveitamento agrícola, menos ainda anula a necessidade de que existam.
Que isto fique claro. E, para que mais claro fique, pode ser lido o que foi escrito aqui, num outro plano e com uma outra intenção.
.

Debate ABC Portugal em repetição

Depois do directo na noite de quarta-feira, a ABC Portugal repete a emissão hoje, quinta-feira, a partir das 11 horas da manhã.

Debate na ABC Portugal

4 - horas de "debate" - 4!
Uma prova de resistência... em que o João Filipe Oliveira, o nosso 1º para a Câmara, esteve ali para todas as curvas e ainda arrancou um excelente sprint final!
Nesta eleição que querem fulanizada, votem mesmo na "tia Conceição", mais conhecida por Coligação Democrática Unitária, Votem na 1ª... linha!
.

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

As palavras não têm dono mas...

As palavras não têm dono! Mas quando, em campanha eleitoral, uma força política usa palavras e frases como seu lema, deveria haver o pudor da parte de outras forças políticas de não as utilizar como se suas fossem, fazer delas seus emblemas. Que contra elas, palavras e frases, se argumente é natural e desejável, que as adoptem e repitam, esvaziando-as ou desvirtuando-lhes o sentido, é inaceitável. Eticamente, claro.
A CDU não reivindica muita coisa em termos de campanha política. As palavras e frases que mais utiliza como suas não são vazias. Têm um conteúdo, um sentido, uma intenção. Não dizemos mudança, dizemos ruptura porque não queremos o tipo de mudança para que tudo continue com as mesmas políticas, denunciamos a alternância que nos governa há 33 anos, a nível central e local (PS, PSD e, às vezes, CDS), e apresentamo-nos como alternativa, lutamos em campanha eleitoral com os meios que temos mas a nossa luta não se esgota na "caça ao voto" e, por isso, afirmamos que a luta continua no quotidiano, e até acrescentamos que é contínua.
Pois somos surpreendidos com discursos de outros afirmando-se... alternativa, com papeis de outros que terminam... a luta continua!
Não somos donos de palavras nem de frases... mas isto é muito feio! São exemplos da postura "em política vale tudo" que se denuncia e veementemente se rejeita.
Dignificar a democracia, credibilizar a política. É urgente!
.

terça-feira, 6 de outubro de 2009

Uma candidatura - Uma alternativa

Foi hoje entregue à comunicação social o nosso caderno-brochura Uma candidatura - Uma alternativa, o que dei azo a uma troca de impressões sobre a campanha autárquica em Ourém. Este caderno-brochura foi também entregue ao Reitor do Santuário de Fátima, que acedeu a receber João Filipe Oliveira e Sérgio Ribeiro, tendo sido a oportunidade para uma interessante conversa.

Sublinha-se a importância dos chamados textos de apoio, contributos para um programa aberto da CDU, e para uma reflexão sobre a situação e estratégia para o concelho de Ourém. São textos com autor que não esgotam o que foi discutido colectivamente, que serão guias para a acção dos nosos potenciais eleitos, e que ficam à disposição de todos. Espera-se que possam ser úteis.
Amanhã, o caderno-brochura será entregue à direcção da ACISO, que acedeu, prontamente, a receber representantes da candidatura CDU a Ourém.

Apresentação à comunicação social

Hoje, apresentação à comunicação social, do caderno-brochura
Dignificar a democracia, credibilizar a política
.
Este caderno-brocura tem a intenção de ser útil como documento de informação e, para além do dia 11 de Outubro, nas condições criadas após essas eleições autárquicas, de poder servir de documentoto de consulta e trabalho para a nossa sequente intervenção cívica.

Vai ser apresentado à comunicação social, e entregue a entidades como a ACISO e a Reitoria do Santuário de Fátima.

A campanha eleitoral não pode ser apenas espectáculo, leitões e semelhantes actividades para captar votos...

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Modernização de serviços camarários

Foi a meio de 2008 que a Câmara anunciou a reformulação da sua página de internet e novíssimos serviços em-linha. Um ano depois, podemos convidar os cidadãos a ver em que ponto estamos. Pouco mais do que na Pré-história!
Os serviços em-linha são uma miragem. E o pouco que lá está serve só para envergonhar quem o fez: colocaram na secção de serviços "on-line" umas fotocópias de fraca qualidade de alguns dos impressos. O conceito de modernização é isto? Fotocópias na rede para preencher à mão e ir entregar nos serviços da Câmara! Para nós isso está muito longe do que se entende por modernização de serviços.
Pegue-se numa situação "ao calhas". Saiu-me o requerimento 308 das Taxas e licenças "Renovação do Cartão de Feirante". Numa folha torta e desleixada que se pode descarregar da Net, é necessário preencher (à mão, depois de a imprimir): nome, rua, localidade, freguesia, concelho, código postal, n.º de contribuinte, n.º de BI, local de emissão, data de emissão, telefone, n.º de cartão de feirante e mercados onde exerce a actividade. Depois coloca-se a data, assina-se, entrega-se nos serviços e aguarda-se. Imagino que a resposta chegará por correio. A não ser que por correio chegue apenas o aviso para ir levantar o novo cartão. Essa é que era de partir o coco a rir.
Mas se do que se trata é da renovação do cartão de feirante e se até já tem um NÚMERO, é mesmo necessário preencher aqueles dados todos, que evidentemente já foram fornecidos na primeira vez em que se fez a inscrição. E tem de ser tudo em papel?
Para tirar dúvidas, até fui ver o que se faz numa empresa municipal, por exemplo, para requisitar o cine-teatro. Surpresa! Não é necessária nenhuma fotocópia, nem imprimir nada, nem ir entregar em nenhum balcão. Podem preencher-se os dados directamente através da internet. Na Verourém pode, e na Câmara não pode? E porquê?
Afinal o que é necessário para uma verdadeira simplificação e modernização dos serviços? Continuando com este caso concreto, é necessário proceder como em qualquer instituição minimamente credível. Fornecer uma conta com palavra-chave que permita aos cidadãos aceder aos serviços em que já se registou. Para a tal renovação de cartão (se realmente os cartões tiverem de ser "renovados"), devia bastar entrar no sistema e clicar nessa opção. À distância, no conforto da sua casa.
E para quem não tem internet ou não sabe como fazer? As Juntas de Freguesia deveriam estar preparadas para prestar apoio nesta área e serem dotadas de competência para tal. Para muitos dos procedimentos que levam os cidadãos aos serviços camarários não devia ser necessário perder uma manhã ou uma tarde, nem deslocar-se a Ourém, nem ficar dependente de um qualquer horário de funcionamento dos serviços. Muitos destes casos deveriam poder tratar-se em cinco minutos sem ter de se deslocar a lado nenhum, a partir de casa, sem horário rígido. Podia até ser depois de jantar!
Não há nenhuma dificuldade técnica a impedir a modernização. O que impede a modernização dos serviços é a mentalidade de quem os dirige. Pela minha parte, nesta matéria, posso garantir uma revolução em menos de um ano. Basta que votem CDU.

sábado, 3 de outubro de 2009

Na última sessão da AM, em 30 de Setembro de 2009

Na última sessão da Assembleia Municipal, realizada no Cercal a 30 de Setembro de 2009, além de outras intervenções, o eleito da CDU, fez a seguinte intervenção regimental de política geral:

Exmos. Senhores Presidente da Assembleia Municipal, Presidente da Câmara Municipal, Vereadores, Caros Colegas, Comunicação Social, Público presente
Uma saudação para todos. Uma saudação especial para o povo do Cercal, para o Presidente – que saúdo pessoal e calorosamente – da Junta de Freguesia onde se realiza esta sessão da Assembleia Municipal, com o que me congratulo, defensor que fui, sou e espero continuar a ser – aqui! – da descentralização.
Esta é uma declaração de política geral e interesse local.
Estamos no meio de uma campanha com várias eleições. Acabada a segunda etapa da série, faz-se apressado e curioso balanço:
quer impor-se a ideia de uma “extraordinária vitória” da força política que perdeu meio milhão de votos, 25 deputados, a maioria absoluta, e está refém, para continuar a ser governo, do que é o contrário da imagem que quis dar na campanha, da direita;
em que aparece, também, como grande vencedor a força política que, até à última horinha, tinha o objectivo de ser decisiva para a formação de Governo – e até o afirmou, canhestramente, em extemporânea declaração, quando pensava ir ter 21 deputados e teve apenas 16… - e é descartável, pelo menos, relativamente à actual solução governativa;
em que é dito e redito perdedor (ou que se diz, falsamente, que se afirma vencedor… o que nunca disse!) a força política que faz a avaliação não em termos de vitórias e de derrotas mas de cumprimento de objectivos, e viu cumpridos todos os que definiu. Modestos? Talvez. Realistas? Prova-se que sim! Mais eleitores em todos os distritos – todos! –, maiores percentagens – em todos, menos em Braga – mais deputados – 1... ou 2, lembrando que recuperou o deputado que perdera por Santarém, o nosso distrito.
Não digo mais sobre as legislativas.
Estamos nas autárquicas. Em Ourém.
Grandes dúvidas.
As dúvidas, por exemplo, sobre onde irão votar os que, contra a política do PS, teriam votado Bloco de Esquerda, que não tem listas em nenhuma das 20 candidaturas;
sobre onde irão votar os que votaram PP, isto é, Paulo Portas (que não é candidato em Ourém…) e não Partido Popular.
Por mim, estou na expectativa. Interessado e interveniente.
Nesta última sessão da AM deste mandato, congratulo-me com ter sido dada a palavra ao vereador da oposição e, como oposição aqui na Assembleia Municipal, acompanho José Manuel Alho no que respeita a requerimentos não respondidos, pois, como membro desta Assembleia, também usei a figura do requerimento, através da Presidente da AM, sem alguma vez ter tido respostas do então Presidente da Câmara, pelo que desisti de tal procedimento; saúdo os que cumpriram os objectivos (pessoalmente, dou os parabéns aos candidatos à AR, ora eleitos, Carina João e António Gameiro… bom trabalho! Por Ourém!), e saúdo todos os companheiros na pessoa da professora Deolinda, que foi presidente durante estes quatro anos… e vou à luta. Que continua.
E espero voltar a encontrar-vos. Aqui e onde for! Por Ourém!
.

Devolvemos o voto?!

Esta história vai ser verídica.
O meu amigo, e bom vizinho, ainda saiu da cabine de voto e perguntou aos elementos da mesa eleitoral:
- Têm a certeza de que me deram o papel certo?
Voltou à cabine do direito e do dever e, mais tarde, contou-me:
- Eu ia para votar no Vitor, não vi lá o nome de Vitor nenhum! Pensei: já que não vejo o Vitor, que se lixe, voto no Paulo! Também não vi o nome de Paulo nenhum! Olha, votei na Coligação, não conheço a mulher mas, com tanto engano, talvez se tenham enganado a escrever o nome e se trate da minha tia Conceição que é freira em Fátima e que, pela conversa dela, também deve de andar metida com a política!

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Mais ideias...

- ... mais?
- Pois... "eles" não param de me "dar música" e ideias...
- Então... nada original...
- Estou como o outro: o que era original era mau, o que era bom não era original...
- Não sejas tão modesto... diz lá...
- ... bem... Era arranjar umas frotas de carrinhos (e/ou de carrinhas), pintadas com CDU e etc. e tal, e as fotografias dos nossos cabeças de lista, e depois andar por aí a fazer barulho à porta dos cidadãos, com cassettes gravadas. Até temos fama nisso das cassettes...
- Boa ideia! E dinheiro?... gente para andar por aí com som arranjava-se de borla, só pela militância e há tanto desempregado)... mas dinheiro para aluguer ou compra, e pinturas!, das viaturas?
- Ora bolas, é sempre o mesmo. Eu arranjo as ideias (mesmo que não sejam originais), vocês arranjem o dinheiro...
- Queres trocar de tarefas?

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

É só ideias...

- Tive outra ideia...
- 'Tás cheio de ideias! Qual é agora?
- Mandar vir um artista desses que enchem casas... animação coltural...
- Não me digas que estás a pensar no Quim Barreira ou Barreiros...
- A minha ideia não chega a tanto... talvez os Xutos aos pontapés...
- Lá ideias tens... e dinheiro?
- Ah! isso não tenho...
. (isto é: ponto final)
.

- Tive uma ideia!...

- Tive uma ideia: fazer publicidade paga... Ququ'acham?
- Hum... não me agrada. Além disso, parece que é ilegal! Olha... e se o quiséssemos fazer e fosse legal (o que não preocupa outros...), há uma circunstância que resolve tudo: não temos dinheiro!

A(s) campanha(s), os meios e os modos de a fazer - 2

Em todas as campanhas a autarquia disponibiliza espaços-placards para que as listas concorrentes afixem a sua propaganda. É uma medida que se louva pois traduz uma intenção de uma certa igualdade e equidade na promoção das listas que se apresentam.
A CDU aproveita esses espaços.
Mesmo que tivesse meios para espalhar a sua imagem e as imagens que escolhesse para dar conhecimento do que entende dever contribuir para a escolha e o voto consciente, não deixaria de usar esses espaços. (E, também, daria uso bem diferente daquele que vê aos meios que utilizaria).
Preocupa a CDU o desaproveitamento que as listas concorrentes estão a fazer dos placards, o manifesto desprezo por essa forma de, em igualdade, se apresentarem ideias sucintas, propostas em slogan, caras em exposição. E espera que essa manifestação de respeito e equilíbrio para com as listas concorrentes a eleições democráticas não seja abandonada.
.
Já há muitos anos, um conterrâneo emigrante vangloriava-se, na festa da aldeia, "já posso comer frango sem frites!", mas essa sobranceria caíu mal nos companheiros de convívio e de refeição que não tinham "dado o salto" ou que não tinham tido o tipo de "sucesso" que lhes permitia comer o frango e desprezar as batatas fritas...
.

A(s) campanha(s), os meios e os modos de a fazer - 1

Estamos em campanha eleitoral para as autárquicas. Com os nossos meios e a nosso modo.
Os meios são escassos. Mas são os que temos. O modo é o nosso.
Não oferecemos garrafas de vinho (nem leitões no espeto ou sardinhas assadas) nem damos música à malta...
Se tivéssemos outros meios (nossos!), continuaríamos a não dar garrafinhas de vinho com rótulos assinados e sacos fashion e outras "prendas"... embora decerto alguns meios gastássemos a promover animação cultural a acompanhar as conversas, os esclarecimentos, a apresentação de propostas, os pedidos de que nos digam que mais preocupa as gentes.


.
.
Ah! E para que a diferença seja (ainda) mais clara, usando os nossos meios e a nosso modo, não apresentamos reportagens fotográficas em que as pessoas possam ser confundidas como sendo nossos apoiantes (ah! o que isso podia dar de pedidos de indemnização se fosse nos Estados Unidos...)