Intervenção
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Na discussão sobre o IMI, congratulei-me com a informação técnica, expus as minhas razões, ouvi outras posições que, de acordo ou contrariando a minha, me mereceram toda a consideração, e votámos: 17 a favor, 12 contra e 10 abstenções de eleitos pelo PSD. Não importa o que estava em votação, foi o claro sinal (político!) que assim se deu de que esta AM, pelos seus membros, se demitia do papel que poderia desempenhar no equilíbrio institucional.
Sem beliscar a estima pessoal por todos, e a amizade por alguns, tal votação foi sinal contrário do que deveria ter sido dado, mostrando ao executivo que a AM existia e que havia que contar com ela.
Passou um ano. Um ano de sinais. Nalgumas áreas positivos, como na cultura e animação, noutros muito negativos. Particularmente na da gestão financeira. Em vez da transparência apregoada, há uma densa e opaca cortina, em que números incomprovados se apresentam como sendo o alfa e o ómega de todas as dificuldades e em que parece esconder-se a antes tão anunciada auditoria de 75 mil euros mais IVA.
Estamos, caros companheiros, remetidos ao papel pouco higiénico de, nas vésperas do dia 30 do 11, homologar o que o executivo decidiu. E, desta feita, até sem reunião prévia do executivo com os representantes dos Grupos.
Não há proposta de alteração ao que vigora. Hoje, é a minha vez de me abster como forma de mostrar que esta votação não vale nada, que somos meros figurantes de uma formalidade a cumprir.
Intervenção
Sobre este imposto autárquico, apenas duas observações, talvez para mostrar que, apesar das aparências (e, em certos momentos, também da vontade…) não desisto de acompanhar o que por cá se passa, particularmente nesta tarefa para que fui eleito.
1º, a quebra verificada, ao contrário do que é dito, não foi devida ao desagravamento mas sim aos menores lucros a tributar, em resultado da quebra de actividade económica. E, acrescente-se, seria necessário dizer a que período se refere o valor da cobrança líquida de 2010, que presumo seja para Janeiro-Agosto, correspondendo portanto a 8 meses, só assim comparável com o valor para todo o ano de 2009 representando uma quebra inferior a menos de 90 mil euros.
2º, insisto na recusa da fundamentação de ser o nível da derrama importante factor de estímulo às pequenas e médias empresas pois apenas se aplica às empresas com lucros, particularmente quando se estão a exigir sacrifícios a quem só tem prejuízos.
Por último, os valores a cobrar e as eventuais alterações de taxas são de tão irrisório montante que não pagam o tempo e o papel que se gasta. Repare-se que a proposta dos vereadores do PSD equivaleria a uma redução de receita de 7,5 mil euros e a fundamentação técnica chega a considerar reduções da ordem dos 3 mil euros no ano todo.
É proposta a manutenção das taxas em vigor.
Abstenho-me pelas razões já apontadas.
Intervenção
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A proposta do executivo mantém a situação anterior, de aplicar a taxa máxima, e registo a decisão do executivo de não adoptar a postura que daria alguma credibilidade à arquitectura engendrada pela Lei nº 2/2007, como algumas autarquias de maioria PS (e uma CDU) fizeram, e que, repito, considero demagógica e ineficaz correspondendo a assacar ao poder locar falsas possibilidades e responsabilidades de decisão quando outras, e essas reais, se lhe retiram.
Por isso, mantenho também a posição de há um ano, não quebrando a esperada unanimidade.
O programa da visita de Jerónimo de Sousa, que não se insere em iniciativa de qualquer campanha mas como um acto normal na actividade de contacto permanente com as realidades do País, começará por uma visita ao Museu Municipal, às 11 horas - para o que o executivo da Câmara Municipal criou todas as necessárias condições, e onde saudará Jerónimo de Sousa, o que se releva -, dará um curto passeio pela cidade até ao Centro de Trabalho, de onde partirá para o Centro Histórico, os Castelos, que visitará, na passagem para S. Sebastião, onde se realizará um almoço de convívio, na Casa Xico Santo Amaro.
Apareçam! 




