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sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

Assembleia Municpal de 27.12.2012 - 6

AM-27.12.2012-02.24


Este ponto da O.T. – Número de trabalhadores do Município e Entidades Empresariais Municipais-balanço 2009/2012 – não obstante ser de mera informação, merece uma referência dada a relevância que lhe é emprestada pela maioria PS no executivo, e a polémica que parece levantar, com recurso a argumentação acalorada e com ínvia conotação (ou coloração...) ética.
O representante do Grupo por Ourém – aliás o seu único membro, apesar do grupo se manter aberto – não tem qualquer objecção, bem pelo contrário, a este tipo de informações, mas não pode deixar de registar a sua vertente utilitária eleitoralista, numa batalha entre duas forças políticas que parecem estimar que a vida política do concelho se reduz a esse digladiar contínuo.
Por isso mesmo, o Grupo por Ourém apenas colocou uma questão sobre as duas parcelas de “trabalhadores afectos ao Município” no início deste mandado – 317 “trabalhadores do Município” mais 258 “trabalhadores das escolas do concelho”, acrescidos por via de contrato de execução assinado com o Ministério da Educação – que somavam 575, parcelas que não aparecem susceptíveis de ser separadas no número apresentado para o actual momento, de Novembro de 2012.
Parecia importante poder faze-lo pois as mudanças nos trabalhadores que antes estavam (e agora estariam) afectos ao Ministério da Educação teriam, eventualmente, muito significado num confronto completo de situações.
Com alguma surpresa, o Presidente da Câmara disse não ter elementos para responder. Pelo que pode concluir-se que a informação foi escassa e orientada por objectivos que não se pretende partilhar ou ser conivente.
No ínicio do mandato, havia

317+258 (CM) + 151 (EM) = 726

em Novembro de 2012, há

410 (CM) + 248 (EM) = 658

ou seja, ficou a saber-se que diminuíram 165 “trabalhadores no Município” e que aumentaram 97 “trabalhadores nas Empresas Municipais”

- 165 + 97 = - 68

mas, destes, não se ficou a saber quantos teriam diminuído entre os que vieram do Ministério da Educação.

Assembleia Municipal de 27.12 2012 - 5

AM-27.12.2012-02.06


Sobre este ponto da O.T. – contrato programa de desenvolvimento desportivo celebrado com o Centro de Cultura e Desporto de Caxarias –, embora tenhamos entrado no debate e pedido esclarecimento (aliás, como em todos), não fizemos qualquer intervenção formal.

--o--

Na votação, o resultado foi de 36 votos a favor (19 da bancada PSD, 14 da bancada PS, 3 independentes), e 2 abstenções, do CDS-PP e do Grupo por Ourém-CDU/PCP.

--o--

Declaração de voto

Abstivemo-nos, por não termos ficado esclarecidos da situação, aliás muito confusa, e não querermos votar contra por poder prejudicar uma colectividade de Ourém, após laboriosas negociações a partir de situações irregulares, quiçá ilegais. Trata-se de mais uma das muitas trapalhadas com eleições e clientelismo pelo meio e, com esta abstenção, não queremos ser coniventes numa eventual "lavagem" de situação muito complicada e mal explicada, e fazemo-lo no pressuposto de que, no seguimento da afirmação do Presidente da Câmara, irá haver uma avaliação da legalidade do que foi feito neste concelho nos últimos 10 anos, feita por entidades adequadas.

segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

Assembleia Municipal de 27.12.2012 - 4

AM-27.12.2012-02.01

Documentos previsionais

Não vou fazer uma intervenção. Apesar de ser a minha especialidade (se alguma tenho...), confesso-me incapacitado de trabalho exaustivo e sério neste confronto de números e documentos em que mais se compara orçamento que não se vão cumprir com orçamentos que não se cumpriram e não com contas que se pressuporiam rigorosas.
Para esta confissão concorre a grandeza e importância teórica do documento e uma desadaptação pessoal (e visual) à forma DVD versus forma em papel.
Nem mesmo resolvi entrar em exercício semi-académico, em ensaio sobre previsões em documentos previsionais num tempo que tudo se sabe imprevisível.
Também não quero entrar em jogos de malabarismos numéricos e contabilísticos e prós e contras.
Aliás, essa nossa incapacidade é também resultado do facto aqui referido de já haver necessidade de uma rectificação orçamental, por efeito do PAEL, mesmo antes da aprovação do orçamento! O que, para documentos previsionais é perfeitamente contra natura.

--o--

Na votação, o resultado foi de 18 votos a favor (14 da bancada PS, 3 independentes e 1 CDS-PP), 19 abstenções (bancada PSD) e 1 voto contra do Grupo por Ourém-CDU/PCP

--o--

Declaração de voto

Votámos contra, que será aparentemente sem consequências, mas este voto não é contra estes documentos previsionais, venham esses documentos "a caminho do realismo" mas a tropeçar no contabilismo, sejam desta maioria ou de outra maioria anterior ou futura, seja do OE do governo central ou deste OE local – cujos responsáveis técnicos saúdo pelo bom trabalho que estou estudando – e que comprovam a sua imprevisibilidade.
O nosso voto é contra a política que, quer de uma quer de outra maioria, quer em coligações, nos trouxe a esta situação, por via de caminhos em que teimam prosseguir. Como se outros não houvesse. Tarde, e com grandes custos sociais, se verá que há.

Assembleia Municipal de 27.12.2012 - 3

AM-27.12.2012-02.05

Empréstimo de curto prazo

Sem ter feito intervenção, participámos no voto por unanimidade

Declaração de voto
Votámos a favor por ser prática já consagrada na reunião de fim de ano e resultar da gestão corrente.
Observa-se, no entanto, o acréscimo do quantitativo do empréstimo não concordante com afirmações feitas, e regista-se a indesejada e incoerente relação com a Caixa Geral dos Depósitos.
Por outro lado, este voto em nada coincide com a interpretação do executivo valorizando o facto de ter havido 3 propostas de entidades bancárias (melhor se diria duas e meia… dada a posição da CGD) o que comprovaria a credibilidade da gestão local, nem com a da bancada do PSD que vê, no mesmo facto, o fruto da boa gestão central em relação à banca!

Assembleia Municipal de 27.12.2012 -2

AM 27.12.2012-01.06
Declaração política geral


Senhora Presidente, membros do executivo, eleitos da Assembleia, públicos, comunicação social

Tenho de começar por dizer:
venho de outros tempos
e para outros tempos quero contribuIR

Na reunião homóloga do ano passado, comecei assim: como na reunião do ano passado…
(…) Nesta indispensável e curtíssima declaração política, há que sublinhar as expectativas para o ano que vem aí, com todas as medidas socialmente gravosas já tomadas e “em estaleiro”, e, mais uma vez, recusar a inevitabilidade ou o fatalismo e, tal como na reunião do ano passado (e do passado ano passado), há que afirmar que, no caminho que vem sendo trilhado, nada adianta, antes agrava, procurarmos safar-nos individualmente, cada um a tentar passar entre os pingos da chuva. O que está a cair é uma carga de água, é uma enxurrada! É um desastre!
No final de 2010, estava-se a lutar contra o carreirinho dos PECs consecutivos, e, um ano depois e este ano depois, confronta-se a sequência desses documentos, este acordo de “troikas” que nos foi sendo imposto até ser uma imposição servilmente aceite com excesso de zelo, e de tal modo que se põe em causa o mais intrínseco da nossa soberania nacional. Desmantelada a economia produtiva, é a submissão a um capital financeiro transnacional que foge para diante, adiando, “esticando a corda” social, fazendo correr riscos enormes a Humanidade e tornando mais difíceis as mudanças de rumo que serão, essas sim, inevitáveis.
Há um caminho que se segue obstinadamente, como se outros não houvesse, mas há, também que relevar as diferenças que vieram condicionar esta nossa intervenção enquanto eleitos neste órgão cimeiro do poder local.
Em 2010, a maioria local PS, nas suas posições e no fundamento político dos seus documentos previsionais, como que passava uma esponja sobre os constrangimentos que lhe eram provocados pelo poder central de maioria PS; hoje (como ontem), é evidente que o executivo salienta esses constrangimentos por virem, agora, de uma maioria parlamentar de que o PS está ausente, e de que se quer mostrar oposição que se diz violenta mas que se abstém quando não vota favoravelmente como decorre dos seus compromissos a três ou de PECado original, depois “troikados”. Se se fizer em marcha atrás o percurso histórico de 3 décadas, não faltariam exemplos flagrantes destas alterações alternantes nas relações entre o poder local e o poder central, ao sabor das sintonias ou das oposições entre PS, PSD e CDS. Mas, agora, tudo se agravou.
Trata-se de verdadeiras lições de prática político-partidária que, além da descredibilização que trouxeram à vida política, com graves consequência no definhamento da democracia participativa, com os cidadãos sempre mais afastados do que a eles diz respeito.
O que mais agudamente se coloca hoje (como dizia em 22.12.2011), quando o tempo é de ameaças ao Poder Local, Poder Local que, tanto também foi capaz de contrariar os jogos estritamente partidários, pela proximidade dos cidadãos e dos seus problemas, numa difícil mas ainda assim conseguida democratização e descentralização, agora posta em causa.

Apenas duas notas (muito actuais), sobre este tema crucial:

Uma, relativa à reunião extraordinária de 26 de Novembro. Para sublinhar que a nossa decisão de não entrar neste jogo falseado foi acertada. Se tivéssemos avançado com a proposta de mal alinhavados remendos sobre ruim pano, ela teria sido absolutamente inútil e verdadeiramente insultuosa para o esforço feito – de que saúdo, com muito respeito, o do presidente da Junta de Gondemaria, e de outros.
É que, com data de 28 de Novembro, deu entrada a 29 de Novembro o projecto de lei apresentado pelos grupos parlamentares do PSD e do CDS (320/XII) que substituía e completava, como projectado, o processo de assassínio de freguesias, como demonstrava o mapa anexo. Tirando as do concelho de Lisboa (que foram processo à parte), nas minhas contas extinguiram-se 1980 freguesias e criaram-se 857 por agregação. Esse projecto de lei imposto por esses dois grupos parlamentares contra todo o resto da Assembleia e a ANM e a ANAFRE, a maioria da AM, e quem se manifestou na rua, que foram milhares, foi aprovada, na generalidade, a 7 de Dezembro, tal e qual, e rejeitou, na especialidade, todas as propostas apresentadas pela oposição, e o PCP apresentou centenas que, votadas uma a uma, obrigaram a que os deputados do PSD e do CDS, ali tomassem a posição que, nas suas terras, em muitos casos foi bem diferente.

Mas a luta não terminou. A própria lei, à espera de promulgação, é um disparate. Segundo ela, as eleições de 2013 viriam a ser feitas nas novas freguesias, e as novas sedes das agregadas só será escolhida 90 dias depois, haverá comissões de instalação para as 21 criadas com alteração do território mas não as haverá para as ditas agregadas, etc., etc.

A luta continua. E não está perdida. Porque se luta!

Outra nota, sobre o que se está a passar hoje, no Conselho de Ministros.
Dele sairá mais um prego para o caixão em que querem enterrar o Poder Local. Ao que parece, no novo quadro financeiro, as Câmaras em dificuldades terão apoio (já não é o PAEL) mas serão mais tuteladas perdendo autonomia. Ou seja, as freguesias tuteladas pelos concelhos, os concelhos pelo governo, o governo pela U.E., a U.E. pela senhora Merkl, a senhora Merkl pela banca, a banca pelo capital financeiro transnacional.
Isto não pode aguentar-se por muito mais tempo e daqui a um ano, em Dezembro de 2013, não se deve poder repetir o dito neste Dezembro de 2012, hoje repetindo Dezembro de 2011. Mas se tal acontecer será em ainda piores condições, e mais perto do fim que esta política terá de ter.

Tudo o resto se apaga. Até a questão crucial para Ourém das NUT III, que me lembra os tempos constitucionais da criação das regiões e o que isso representou de passo falhado na indispensável reorganização do território.

Tudo se apaga. Menos o meu sincero desejo de BOM ANO PARA TODOS.

Assembleia Municipal de 27.12,2012 -1

A reunião da AM de 27 de Dezembro de 2012, que se prolongou por 8 horas (das 15 às 23 horas), para  além e à margem da recheada ordem de trabalhos, teve "factos políticos" dignos de menção:
  • duas intervenções do Presidente da Câmara que, ao melhor do seu estilo, depois de apresentar factos na comunicação social como campanhas de difamação contra si, e de fazer sérias acusação a terceiros anónimos a partir de presunções que se dispensou de comprovar, anunciou ter informado o seu partido de que estaria disponível para ser candidado nas eleições de 2013 e de ter iniciado, naquela sede, a campanha eleitoral;
  • a ausência do vereador Frazão da reunião, na sequência do que já fizera na última reunião do orgão executivo, o que foi interpretado como uma rotura com o PSD após a candidatura pública que apresentou como candidato para para as autárquicas de 2013, o que foi aproveitado por membros do PS nas suas intervenções e claramente pertutbou os dois vereadores do PSD, mormente Luís Albuquerque. 
 A reunião decorreu, assim, em ambiente de pré-campanha  eleitoral por parte dos dois partidos que compõem o executivo, o que se reflectiu nas intervenções,com a bancada do PS (e o executivo) "ao ataque" e a bancada do PSD com sinais de alguma perturbação.

Estas observações são, como, é evidente, subjectivas mas ressaltaram no decorrer dos trabalhos em que, como eleito nas listas da CDU e  único componente do Grupo por Ourém, participámos como eleito local e em representação dos oureenses.
Em "posts" sequentes vamos transcrever as posições tomadas.