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segunda-feira, 2 de março de 2015

AM de 26 de Fevereiro de 2015 -prestando contas - 2

02.02
Apreciação e votação da proposta camarária
 relativa ao pedido de isenção do pagamento de taxas
– Colégio São Miguel
Declaração de voto
«Votámos contra. A troca de impressões em nada adiantou relativamente à clarificação do pedido de “isenção de todas as taxas inerentes a um processo de licenciamento que irá entrar”. Tratando-se de uma instituição privada, e não obstante todo o seu reconhecido valor social na área educativa, não se justificam isenções genéricas que, eventualmente, instituição públicas possam ter.

02.06
Apreciação e votação da proposta camarária
relativa ao projecto da criação do
“sistema multimunicipal de abastecimento água e de saneamento
do Centro Litoral de Portugal”
Intervenção
«Acompanho o sr. Presidente da Câmara na sua afirmada vontade de lutar contra a privatização da água. No entanto, por portas e travessas, por via e invias, se tem caminhado para um negociacização de tudo, incluso de privatização da água. E todos os passos, mesmo os mais disfarçados, lá irão ter se não se estiver muito atentos. Em contrapartida, um estudo de Janeiro deste ano, publicado pela Unidade Internacional de Pesquisa de Serviços Públicos (PSIRU) dá notícia da remunicipalização da água como uma tendência global – 3 casos em 2000,180 casos em 2014 (59 nos EUA, 49 em França, 12 em Espanha, 8 na Alemanha). Lida a certidão da deliberação camarária e tendo em conta estas e outras considerações, o nosso voto é contra

02.09
Declaração de interesse público municipal
relativa à regularização da exploração pecuária
propriedade da firma Martins & Constantino
Declaração de voto    
«Por Ourém absteve-se por não ter considerado suficientes as justificações para, não obstante a intenção de se regularizar uma situação, se considerar de interesse público uma exploração privada. Aliás, não se contraria que, em sentido lato, se considere de interesses público toda e qualquer iniciativa empresarial, devendo, no entanto, avaliar-se as consequências de tal extensão do conceito de utilidade pública.»

02.10
Autorização para adesão domunicípio
à Associação Portuguesa de Museologia

Intervenção
«Por Ourém vota a favor, e aproveita a oportunidade para se congratular, efusivamente,  com a integração do Museu Municipal de Ourém, em particular a Casa do Administrador, na Rede Portuguesa de Museus, saudando os trabalhadores da Câmara que, com a sua actividade e iniciativas, para tal contribuíram.»

02.12
Apreciação e votação da proposta camarária
 relativa à organização dos serviços municipais
Declaração de voto
«Depois de alguns pedidos de esclarecimento, tornou-se evidente que, para a maioria do executivo camarário, a competência desta Assembleia Municipal no que respeita à organização dos serviços municipais passou a limitar-se a aprovar número máximo de unidades e subunidades orgânicas, a partir de uma concepção de modelo de estrutura hierarquizada vazio ou abstracto. Como Por Ourém tem uma outra leitura da legislação e de modelo de estrutura organigramática – talvez “ortodoxas” como foi dito pelo presidente do grupo que apoia essa maioria do executivo perante a indiferença de todos os outros membros deste órgão deliberativo –, e do que deveria ser uma assembleia municipal, absteve-se nesta votação que lhe foi proposta.

02.13
Apreciação e votação da proposta camarária
relativa à primeira alteração
do mapa de pessoal 2015
Declaração de voto
«Por Ourém também se absteve nesta votação, pelas mesmas razões do ponto anterior. É com grande preocupação que vê o executivo camarário servir-se deste órgão deliberativo para dispor de autorizações que lhe dão enorme flexibilidade de gestão, com a possibilidade de “prover por mobilidade intercarreiras” à revelia de um quadro de pessoal para 2015 aprovado há menos de 3 meses.»

sábado, 28 de fevereiro de 2015

ÁM de 26 de Fevereiro de 2015 - prestando contas - 1

01.03
Actividade Municipal
-informação PdaCM
1ª Intervenção eleito Por Ourém
“Não há tempo para comentar a informação do sr. Presidente da Câmara mas não posso deixar de referir o incómodo que me provocou a sua leitura e audição. É certo que o homem é o seu estilo mas não vale abusar. A insistência em dividir as gentes em gente boa e em gente que o não é, associada à exaustiva componente da religiosidade, incomoda-me. Não que aceite avaliações desse tipo mas não é agradável vermo-nos entre gente que se diz não ser boa. Nunca traço essa fronteira!
Da leitura das 82 páginas ontem recebidas pouco posso retirar, até porque as comparações se limitam aos meses de Janeiro de 2014 e de 2015. Gostaria, no entanto, de ouvir uma palavra sobre os elevados quantitativos em disponibilidades no final do mês passado (1,8 milhões de euros em “instituições financeiras” na Câmara e mais de 400 mil euros em depósitos na SRU, em trânsito de extinção). Ainda gostaria de saber o estado do projecto de saneamento.”     
2ª Intervenção 
“Ouvida a resposta do sr. Presidente, relativamente às razões de tal nível de disponibilidades financeiras, elas poderão ter algum sentido relativamente à Câmara, mas já não terão cabimento quanto à SRU, com mais de 400 mil euros em depósitos, dívidas de 3ºs. de mais de 175 mil euros e dívidas a 3ºs. superior a 60 mil euros.”

01.04
Intervenções de interesse local
ou declarações políticas gerais
Intervenção
«Declaração/informação efemérica de política geral, seguindo a intenção de ser diferente, tal como tanto o desejou o Presidente da Câmara, e justificada por se entender que este mundo está cada vez mais interdependente… mas assimetricamente, como há 30 anos o definiu Fidel Castro.
A 27 de Fevereiro de 1953, faz amanhã 62 anos, foi assinado um acordo em Londres que tem o maior significado. 20 países decidiram perdoar mais de 60% da dívida da República Federal da Alemanha, entre eles Grécia, Irlanda e Espanha. O tratado, assinado em Londres, foi determinante para o país se tornar numa grande potência económica mundial e num importante aliado dos Estados Unidos durante as décadas da Guerra Fria contra a antiga União Soviética e os Estados que a ela se foram juntando ou aliando pontualmente como “não-alinhados”.
O acordo assinado em Londres foi determinante para a RFA se tornar numa grande potência económica mundial e num importante aliado dos Estados Unidos durante as décadas da Guerra Fria. Na fronteira de República Democrática Alemã, onde se incluía a cidade-chave de Berlim, menos a zona de ocupação dos ”aliados ocidentais”.
O perdão da dívida foi, na prática uma extensão e reforço das ajudas financeiras directas do Plano Marshall e permitiu à R.F.A. reduzir a dívida criada antes, durante e depois da chamada 2ª Guerra Mundial. Segundo o historiador belga Eric Toussaint, presidente do “Comité para a Anulação da Dívida do Terceiro Mundo”, "O acordo estabeleceu a possibilidade [por parte da R.F.A.] de suspender pagamentos e renegociar as condições caso ocorresse uma mudança substancial que limitasse a disponibilidade de recursos". A R.F.A. beneficiou ainda de uma medida excepcional que, em alguns casos, permitiu reduzir taxas de juro cobradas ao país em cinco pontos percentuais.
Outro historiador, o alemão Albrecht Ritschl, confirmou que existiu de facto um perdão de dívida gigantesco ao país, que no caso do credor Estados Unidos foi quase total. "Em 1953, os Estados Unidos ofereceram à Alemanha um haircut, reduzindo o seu problema de dívida a praticamente nada", (entrevista à revista Spiegel, em 2011).
Assinaram o "acordo sobre as dívidas externas alemãs" com a R.F.A. os seguintes países: Bélgica, Canadá, Ceilão, Dinamarca, Espanha, Estados Unidos, França, Grécia, Irão, Irlanda, Itália, Jugoslávia, Liechtenstein, Luxemburgo, Noruega, Paquistão, Suécia, Suíça, Reino Unido, República da África do Sul.»

segue