sexta-feira, 30 de setembro de 2016

1º Contributo nesta fase


publicado no anónimo século xxi:


quinta-feira, setembro 22, 2016

Teses para Congresso

22.09.2016

Hoje é o primeiro dia da última fase de preparação do XXº Congresso. Do resto da nossa preparação congressual. È assim que está nos processos e procedimentos do PCP.
Com a publicação no avante! de hoje das Teses que enformam o Projecto de Resolução Política, tal como aprovadas na reunião do Comité Central de 17/18.09.2016, todos os militantes tiveram acesso ao que resultou das fases anteriores (em que também participaram, ou foram convocados a participar).


Essas “Teses”, na sua forma de projecto, poderão agora poder ser debatidas por todos os militantes e receber propostas de emendas, e serão o elemento central para a passagem de projecto a proposta de “Resolução Política” a aprovar em Congresso, onde ainda, como proposta, poderá  acolher alterações a partir da acção/intervenção dos delegados presentes e representantes de todo o colectivo partidário.

É assim. E é diferente de todos os outros partidos.

Mas é tão diferente que a publicação do documento que hoje acompanha o semanário do partido o torna acessível a todos, militantes ou não, e todos podem olhar para dentro do Partido com paredes de vidro, como titulou Álvaro Cunhal em livro. 
Por isso, antes mesmo dos militantes poderem folhear as suas “Teses” no final do dia, ou de receberem o correio com o exemplar da assinatura doavante! que as inclui, já houve quem as tivesse lido, analisado e comentado.
Na informação pela net, em que o Expresso, é pródigo já uma jornalista apresentou um trabalho sobre as “Teses”, mostrando que as teria lido, embora com perspectivas pouco militantes mas muito contabilistas, trabalho ilustrado por uma fotografia de Jerónimo de Sousa na Festa do avante!, que dificilmente poderia ser mais negativa relativamente ao que foi aquela Festa. (Como é que é possível apanhar aquele ângulo em que o secretário-geral do PCP parece estar, só e curvado, a “prestar contas” à comunicação social que esconde a enorme massa atenta e à espera da carvalhesa?!).

Cabe-nos a nós, a cada um, corresponder com a nossa prática ao respeito formal pela teoria democrática. E revolucionária.

sábado, 17 de setembro de 2016

A.M. extraordinãria de 15 de Setembro de 2016

ORDEM DE TRABALHOS

NOTAS PARA A ACTA de 15.09
01 (acta de 07.09)
Intervenção:
Não tinha intenção de fazer intervenção, mas quero – como o presente que melhor conheceu Vila Nova de Ourém antes da “avenida”… que jogou à bola em frente do edifício dos Correios – deixar uma palavra de saudação ao actual executivo por levar por diante a sua requalificação, e agradecer ao pessoal da Câmara o trabalho realizado, em particular ao arquitecto Niza pela sua informação sucinta e útil.
Declaração de voto:
Embora não coincidindo inteiramente com os termos e verbos escolhidos, aprovo e saúdo, com respeito e admiração, a fórmula encontrada para a redacção do ponto da acta aditamento à ordem de trabalhos, de grande delicadeza e necessário equilíbrio democráticos, sublinhando – para que fique claro! – que dela decorre que a presente sessão extraordinária se realiza por iniciativa da presidente da Assembleia Municipal, e de acordo com o nº1 do artigo 28º da Lei 75/2013.
 03.01
Declaração de voto:
Aprovou-se a proposta de requalificação da Avenida. E há quem sublinhe, neste órgão deliberativo, tal ter sido feito apenas por uma questão de autorização de despesas plurianuais subjacentes. Com a transcendência que tal projecto tem, lamento que só para isso pareça servir a Assembleia Municipal. Estamos num período de predomínio, senão de risco de justificação de defesa do exclusivo, ou até da ditadura, dos executivos. Contra tal nos bateremos. Por isso nos abstivemos na votação da requalificação necessária – e urgente! – da Avenida, dadas a insuficiência do conhecimento do projecto e da sua discussão pública, que a todos os munícipes deveria interessar e envolver, não como um momento no processo mas acompanhando todo o processo.
03.03 a 03.06 e 03.08 e 03.09
Declaração de voto:
Aprovamos todos estes pontos, convictos de que todos vêm em benefício das populações e do seu viver em cidadania. E será oportuno afirmar que recusamos o que possa servir a arte e a manha de quem aproveite a imediata e instintiva busca de encontrar culpados – e estes seriam os “políticos” todos, enquanto inevitáveis batoteiros de um jogo de habilidosos, quase sempre sujo e em proveito pessoal ou de interesse de grupos –, réus condenados e expiatórios como passa-culpas que escondam causas e razões… até do que podem ser meros adiamentos por incumprimento ilegal e ilegítimo de prazos, ou por desrespeito institucional.
03. 06 (protocolo relativo centenário "aparições")
Declaração de voto:
Abstenho-me neste ponto, não por se tratar de uma natural colaboração, no Município de Ourém, entre a Câmara e a Junta de Freguesia de Fátima, mas pelas comemorações que justificam o protocolo que, sendo reais e devidas no plano dos factos, me merecem reservas muito fundadas noutros aspectos.   

terça-feira, 13 de setembro de 2016

Sessão extraordinária para 15 de Setembro - notas de um diário


Fui para a “reunião de líderes” contraditoriamente contrariado e "cheio de gás"… que reservarei para a sessão extraordinária de 15, quinta-feira.

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Até porque só depois de regressar a casa tinha o mail do SF com a “prenda” do comentário facebookiano de Paulo Fonseca à sessão da 07.09 naquela mesma noite.   

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Esta “prenda”!

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Esta "peça" merecia mesmo ser emoldurado!... mas o problema é que procuro encontrar o text(ính)o e, ou eu sou muito azelha no facebook,ou ele foi apagado, talvez por algum ataque de bom senso (do que duvido muito!).

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Escrito (e lido por alguns “fregueses”) foi que “A Assembleia Municipal chumbou a possibilidade de votar estas obras argumentando que já deveriam vir na convocatória”.  

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Trata-se de verdadeiro embuste!    

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Segundo a lei e o regimento aprovado, a Ordem de Trabalhos deve ser estabelecida e fixada uma semana antes – para que todos conheçam e estudem o que vai ser debatido no órgão deliberativo atempadamente – o que pode ser alterado desde devidamente fundamente e desde que haja unânime aceitação, o que tem sido usado algumas vezes… mas desta vez foi abusado como o entenderam não 1 mas 11 membros da Assermbleia Municipal, regra que prevalece sobre a dos necessários 2/3 dos membros do órgão deliberativo favoráveis para a inclusão que o presidente do executivo pretendia.   

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Pode ter havido outras motivações para essa recusa mas uma, pelo menos – a do eleito pela CDU –, foi a de não consentir em tão repetido e excessivo (10 novos pontos incluídos na véspera e na última hora!).   

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E esse voto chegaria.      

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Escreveu Paulo Fonseca “Temos toda a paciência do mundo…”!!!   

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Mas quem é que tem de ter paciência, quem terá de a ter perante tais falsificações na apresentação de como as coisas se passaram e quem é que tem de a ter para aguentar tais despautérios?   

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Sinto estar a gastar demasiada cera, mas não posso deixar de registar três observações
  • ·        a sessão extraordinária foi convocada por iniciativa da presidente da Assembleia Municipal, e só assim o poderia ser, pois para ser requerida pelo Presidente da Câmara só o poderia ser em cumprimento de deliberação desta, e o executivo não reuniu depois da sessão de 7 de Setembro;
  •     não pode o Presidente da Câmara arrogar-se insidiosamente, ter mandado reservar verbas para pagamento de senhas de presença, pois o orçamento aprovado pelo orgão deliberativo que é a Assembleia Municipal não poderia deixar de ter cabimento para a sessão extraordinária:
  •     é absolutamente descabido, para não lhe chamar provocatório, o “obrigado” do Presidente da Câmara à bancada do PS e aos Presidentes da Junta que teriam, segundo os seus termos, estado “à altura dos acontecimentos”.


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Como já uma vez tive de o afirmar peremptório, a este actual Presidente da Câmara, em política não vale tudo… bem pelo contrário: a política julgará todos!

sexta-feira, 9 de setembro de 2016

A.M. de 7 de Setembro de 2016

No período que antecedeu a sessão, ao debater-se o pedido de inclusão de novos pontos na Ordem de Trabalhos (…) o membro Sérgio José Ferreira Ribeiro leu uma declaração formal, de que entregara antecipadamente cópia à Excelentíssima Presidente, e que se transcreve
DECLARAÇÂO
Tendo sido candidato em Ourém a todas as 16 eleições autárquicas, com a única excepção de 1979 – em que fui candidato e eleito para a Assembleia Municipal da Amadora –, estreei-me aqui, como eleito, no mandato de 1982-85, com o dr. Teixeira como Presidente do executivo e o capitão Oliveira como Presidente da Assembleia, e já adicionei mais 4 mandatos, num total de 19 anos. Tenho cumprido o meu dever de cidadão…
Não vos quero maçar com o que estou a chamar os meus “testamunhos” mas não resisto à lembrança do que foi a aprendizagem de democracia e cidadania em liberdade que aqui partilhei convosco.
Venho do tempo em que o Presidente do executivo ignorava a Assembleia Municipal, não se coibia perante constrangimentos institucionais e regulamentos… e por isso teve um orçamento reprovado pela Assembleia que, apesar da sua composição, soube respeitar-se ao ouvir a voz da inexperiente democratização. Disso me lembro, nos passos em frente que titubeávamos e não é por isso que menosprezo as boas intenções do dr. Teixeira ou que deixo de admirar alguns resultados da sua gestão presidencial à revelia da democratização tal como a entendo. Disso me lembro.
Como me lembro, muitas vezes, de um excelente texto que escreveu um Mestre meu (Lenine) com o título de um passo em frente, dois passos atrás (que os meus alunos citavam sempre ao contrário, por de outras matérias trazerem a errada noção de que seria absurdo dar dois passos atrás, depois de se ter dado um passo em frente).
Pois aqui o comprovamos. Como em muitos lugares e circunstâncias. Após um enorme passo em frente no caminho da liberdade e da democracia, temos vindo a dar passos atrás. Sobretudo no que respeita à participação das gentes nos seus destinos, para mim a chave de verdadeira democracia. Da democracia que se institucionalizou com o carácter público de alguns órgãos representativos do poder local, como é o caso das Assembleias Municipais e de freguesia (todas) e de algumas reuniões do executivo.
Em nome de uma aparente eficácia e de um ilusório pragmatismo, foi-se recuando passos-a-passo. Onde as sessões descentralizadas?, quando as sessões temáticas?, como o estímulo à assistência e participação de público nas sessões?
E pergunta-se: para quê a regra regimental de anúncio prévio e publicidade das ordens de trabalhos em edital (em lugares de estilo…), se à última hora há alterações por atrasos no executivo, e só deste responsáveis, que podem levar a que a editada ordem de trabalhos seja bem outra, e inclua o que mais poderia interessar às populações e seu viver e devir?
Isto é, substitui-se o essencial da democracia por um “faz-de-conta”, pela maleabilidade formal da burocracia administrativa.
Não aceito! E poderia exemplificar o que resumo como sofrida vivência política (no sentido cidadão do verbo) – e eventualmente o farei… – com o caso da pretensão, manifestada a 6 de Setembro, de se incluir na Ordem de Trabalho publicada para 7 de Setembro dois pontos que, se estão em atraso grave o atraso em nada se deve à Assembleia, e esta não tem o dever de o remediar, em particular em casos de tanta monta, atentando contra a democraticidade que deve defender e praticar. 


No decorrer do debate que se seguiu às declarações iniciais, Sérgio Ribeiro fez várias intervenções em que reiterou a importância a dar ao órgão deliberativo, considerando não se poder desvalorizar a intervenção da Assembleia Municipal no quadro democrático, transformando-a em mero cumpridor de formalidades burocrático-administrativas, e não aceitando que argumentos ou pretextos de atrasos - aliás por desrespeito não justificado de prazos regimentais - possam servir para não se cumprirem esses prazos regimentais e legais, e para se impedir conhecimento atempado dos membros (e do público) sobre os assuntos das sessões e a facultação de informação indispensável com tempo necessário de apreciação.

(o aditamento proposto foi rejeitado por 11 votos - e bastaria 1 - e marcada uma sessão extraordinária para data a acertar)
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Declaração política geral
Não tinha intervenção preparada para este ponto da Ordem de Trabalhos. No entanto, “tropecei” num texto com o título O Sistema monetário Europeu e o futuro da União Económica e Monetária de 15 de Setembro (já direi de que ano…) que me pareceu oportuno e mais oportuno ficou depois da intervenção anterior da bancada do CDS, e ainda por me parecer que devemos falar do que temos conhecimento. Transcrevo um extracto:
“… Seria fundamental, a nosso juízo, reabrir um processo de discussão e redefinição da Comunidade. Em que a coesão económica e social, como objectivo, exigiria meios, em que a economia produtiva prevalecesse sobre o monetarismo especulativo e suas causas-efeitos.
Seria necessário que essa discussão e esse reaberto processo de redefinição para o futuro se fizessem libertos do condicionalismo do cumprimento de metas e prazos estabelecidos em conjunturas completamente diferentes da actuais.
Seria indispensável que os programas de convergência nominal, visando metas inatingíveis em prazos impossíveis, fossem substituídos por programas estratégicos nacionais, num quadro de cooperação e solidariedade comunitárias.
Não é esse o sentido em que, ao que parece se pretende caminhar. (Escolhe-se entre nada fazer, fazer o mesmo que antes, ou fazer melhor que antes, e recusa-se sequer encarar fazer de outra maneira)
Opta-se por, primeiro, consagrar metas e prazos, depois, rever as metas inacessíveis e os prazos inviáveis. Manter o rumo, acelerar ignorando experiência e riscos.
A realidade impor-se-á. Lamentáveis são e serão os custos sociais.”
A intervenção foi feita no Parlamento Europeu, a 15 de Setembro mas de 1993 e não perdeu actualidade. Bem pelo contrário. Lamentáveis foram os custos sociais e o enorme acréscimo das assimetrias e desigualdades!