sexta-feira, 27 de setembro de 2013

Na recta final desta "corrida"... sem pausa para as que se seguem

COISAS CÁ DA TERRA

Balanço provisório
Chegamos ao fim desta campanha. Que inserimos na nossa permanente intervenção cívica, ou política no melhor sentido do conceito. Campanha em que, independentemente dos resultados, valeu a pena todo o trabalho entre nós e para tentar chegar a outros, a todos.
Para nós, foi um tempo de encontros e de procura de aproximação e de diálogo. Em jeito de balanço (provisório) queríamos sublinhar alguns aspectos. Por serem mais salientes ou pelo seu significado.
Termos apresentado uma candidatura por Fátima merece destaque. Um grupo de companheiros, com relevo para a família Pinéu, imprimiu a essa candidatura uma dinâmica própria e, nalguns momentos, muito motivadora com visitas da maior utilidade.
Informámo-nos e procurámos informar, tendo sempre em vista a melhoria do viver das populações. Não entrámos em dispendiosas batalhas de propaganda vazias de ideias, sem conteúdo, ausentes de projecto e estratégia. Reagimos, com vigor, à demagogia, à falta de transparência e ao inaceitável “em política vale tudo”. E tentámos dar uma imagem do que somos e ao que viemos. Diferentes entre nós, fazendo em colectivo, uma política diferente. Não somos nem melhores, nem piores, queremos ser diferentes. Tendo uma concepção política diferente, que queremos ajudar a levar à prática, em resposta à (e em recuperação da) desgraça a que nos trouxe o rumo prevalecente desde 1976.
Candidatámo-nos com listas à Assembleia Municipal, à Câmara Municipal e a 8 assembleias de freguesias, com 107 cidadãos – 55 mulheres e 52 homens, dos 19 aos 88 anos.
Aqui, no NO, demos a cara. Sem arrogância mas determinados. Não com um ”porta-voz” mas alguns de nós. Cada um à sua maneira fomos 6 os que aqui escrevemos – o Alexandre, o António, o Luís, a Margarida, o Pedro, o Sérgio. Poderíamos ter sido bem mais. Fizemos um jornal, que queremos que fique como marca nossa desta campanha, com concepção e colaboração inestimável do Diogo, e do João Filipe, do Paulo, do Marco, da Maria José, do Rui. E quantos nomes faltam dos que fizeram tarefas imprescindíveis para além da de nos (d)escrever!
A candidatura CDU não foi à semelhança da do Paulo Fonseca e seus seguidores, da do Luis Albuquerque e suas claques, da do Vitor Frazão e seus adeptos, identificados por bandeiras, fotografias em todos os cruzamentos e rotundas, caravanas de ostentação, e camisolas. Camisolas que, aliás, podem mudar – como têm mudado – entre mandatos e conjunturas. A candidatura da CDU é de colectivos de carne e osso, de gente disposta a colaborar com todos para melhoria das situações dos que estão a sofrer esta política de exploração e austeridade.
Não ameaçamos com auditorias que em nada justificaram o preço, não prometemos Congressos estratégicos, em que, aliás, colaborámos com a melhor das vontades mas de que não se conhece sequer uma página quanto mais umas actas e conclusões. Que bem úteis poderiam ser.
Para quem nos olhe arrogantemente, de alto dos seus conhecimentos e da sua experiência, lembramos que muito fizemos. Sobre coisas cá da terra. Tal como antes sobre os fornos de carvão do Vale da Perra ou a cerâmica do Olival, a capela de S. Sebastião ou a Sé Colegiada, sobre a Rua da Murteira, sobre Boleiros, sobre a Maxieira, sobre, sobre o IC9 e a passagem no Pinheiro, sobre o Centro de Saúde de Ourém e sobre a saúde e a educação em Ourém, sobre o associativismo, sobre o risco de desertificação do norte do concelho. Sobre tanta mais coisa…
E assim continuaremos. Com os votos e mandatos que tivermos. Fomos (e somos!) um grupo, um colectivo que quis intervir nesta oportunidade. Que ficou mais forte, quaisquer que sejam os resultados.   

Sérgio Ribeiro

Resposta ao Notícias de Fátima







quarta-feira, 25 de setembro de 2013

Há quem lute (continue a lutar!) a norte do concelho, contra a desertificação e contra... a "nacionalização"

Entrevista com João Filipe Oliveira

                Hoje entrevista com o candidato da CDU João Filipe Oliveira.
 
-Quais os motivos que o levaram a avançar como candidato à junta de freguesia?
Protestar contra os partidos que nos meteram no buraco da Troika: PSD, CDS e PS. Farto desse tipo de políticas. Além disso, sempre estive ativo nas autárquicas, disposto a ajudar se quiserem a minha ajuda. Umas vezes fui eleito, outras não. É a democracia.
 
-Quais os principais objetivos para a freguesia da sua lista?
Ordenamento do estacionamento nos dias de mercado; promover a limpeza e aproveitamento dos campos abandonados; promover a descentralização dos serviços, dentro da(s) freguesia(s) e do concelho.
 
-Porque devem os Freixiandenses votar na sua lista?
Porque a CDU não é um bicho-papão. Há muitos casos de autarquias CDU que são verdadeiros exemplos de serviço à população.
 
-O que vai mudar em concreto se for eleito?
Não sei. A junta, a câmara e as assembleias são órgãos com muita gente. As decisões são por votação. Ninguém é o D. Sebastião que vai com a espada mágica mudar tudo em concreto. O que eu queria que mudasse desde logo era que parassem com a concentração dos serviços. Em vez de os levarem para longe das pessoas, que os aproximassem.
 
-O que vai fazer para contrariar o abandono a que a Freixianda tem sido votada pelos sucessivos executivos camarários?
Essa é uma batalha diária, não se faz com anúncios à boca das urnas: agora é que vão mesmo, mesmo, mesmo requalificar a estrada não sei quantos de Caxarias à Freixianda. Agora é que é mesmo! Agora é que vão simplificar a burocracia dos serviços camarários. Agora é mesmo a sério! Estamos cansados de alcatroamentos à pressa para iludir o pessoal (Alô, Casal Pinheiro e Ramalheira!). Mas quem tem de fazer essa batalha diária são os eleitores, não são só os eleitos. Porque nestes quatro anos, perante a indiferença de todos, em passinhos de lã, esvaziou-se um pouco mais a Freixianda. Por exemplo, desfez-se o Agrupamento de Escolas, acabou-se a direção, e agora até as reuniões de professores são todas feitas em Ourém. Será que isso é indiferente? Talvez seja. Será que isso é mais uma pedra a levar-nos mais ao fundo?
 
-Para terminar, quer deixar uma mensagem aos eleitores?
A CDU oferece aos eleitores a "terceira" opção. Quem não se contenta com as duas do costume (o CDS evaporou-se, os Independentes era só para disfarçar), tem outra escolha. Era uma pobreza ver em 3 freguesias juntas aparecerem só duas listas. Nisso a CDU já dá um bom sinal. E, em tom irónico, prometo que se ganhar as eleições não vou fazer a nacionalização da Freixianda inteira logo no dia a seguir! Aliás, se calhar já nem ia a tempo, porque a M. Luís Albuquerque das Finanças com os impostos dela é capaz de tomar conta de tudo o que temos, para o ir entregar à Troika!

segunda-feira, 23 de setembro de 2013

Editorial do nosso "JORNAL"

EDITORIAL

O curso de História não é uma linha recta. Faz-se com avanços e recuos. De 2009 a 2013, vivemos um período de retrocesso económico e social, até civilizacional. Em Ourém, nossa terra, e no mundo, nossa Terra. A especulação desenfreada que há décadas domina as relações sociais atingiu patamares de que os mais ricos vão saindo mais ricos e de onde os pobres e os estratos médios descem largos degraus e são cada vez mais. É, à escala do tempo histórico, um curto período, que terá duração mais extensa ou mais curta dependendo da acção de cada um.
No Poder Local, conquista democrática que fez com que, desde 1974, os cidadãos, aqui em Portugal, aqui em Ourém, escolham entre si quem os deve representar nos órgãos executivos e deliberativos das freguesia e dos concelhos, sofreu um rude golpe no ataque que os interesses estabelecidos fazem, há décadas, ao que o povo conquistou para gerir, de forma participada, a sua vida, os seus dias-a-dias. Alguns grupos e partidos tomaram o poder e nele alternam como se a escolha se limitasse a trocar os que melhor fazem o mesmo mal, os que mais eficazmente usam o poder, que em democracia é do povo, para tirar poder ao povo.
Depois do que foram estes quatro anos, em que, contra a vontade expressa de todos, entre outras malfeitorias, se extinguiram 9 freguesias no nosso concelho e as substituíram por 4 uniões criadas à podoa, nestas eleições temos a oportunidade de exprimir, pelo voto, a nossa posição. Posição que recusa a alternância, os clientelismos, as auditorias e os congressos de que não se divulgam resultados e para nada servem, por mais caros que sejam.

A CDU apresenta-se como alternativa. Com vontade de trabalhar nos órgãos autárquicos, com listas compostas por quem não procura qualquer vantagem pessoal, que quer estimular a participação de todos, sem defender interesses pessoais ou de grupos. Assim nos apresentamos às eleições. Modestos, sem escandalosos gastos de promoção de caras, com muita informação e ideias para discutir e realizar com a colaboração de todos.

terça-feira, 17 de setembro de 2013

Debate sobre a Saúde


Algumas dezenas de pessoas participaram, no passado domingo, no auditório do cineteatro de Ourém, no debate, promovido pela CDU - Ourém, subordinado ao tema "O papel das autarquias na defesa do Serviço Nacional de Saúde". 

Sérgio Ribeiro, candidato à Assembleia Municipal abriu a sessão fazendo um enquadramento constitucional do Serviço Nacional de Saúde e alertando para a forma como o mesmo está a ser atacado pelos governos de direita. Chamou também a atenção para o facto de estar a ser subtilmente introduzida na linguagem dos políticos do poder uma alteração pouco inocente: a palavra "serviço" está a ser gradualmente substituída no discurso pela palavra "sistema".

De seguida, Alexandre Castro, com currículo profissional na área da saúde, apresentou alguns dados estatísticos sobre o estado da saúde em Portugal, desmontou a ideia de que gastamos mais com a saúde do que os outros países europeus e, na qualidade de candidato à Câmara Municipal, enumerou um conjunto de ações, ao alcance da autarquia, que podem contrariar as políticas centrais que têm levado a cabo a destruição progressiva dum Serviço Nacional de Saúde de qualidade e ao alcance de todos.

Manuel José Soares, membro da Comissão de utentes da saúde do Médio Tejo (CUSMT), começou por apresentar os objetivos e a atividade da organização que representa e explicou alguns detalhes sobre o funcionamento das unidades de cuidados de saúde primários do concelho e sobre o Centro Hospitalar do Médio Tejo. Manuel José lembrou que são os utentes que devem estar no centro de todas as preocupações e que são eles que, através da sua ação reivindicativa, estão em melhores condições para exigirem o serviço a que têm direito, nomeadamente através de organizações como aquela a que pertence. Sobre o papel das autarquias referiu que estas têm competências para fazer muito, para começar bastaria que marcassem presença nas reuniões dos organismos de saúde onde têm assento.

No final o debate foi aberto à plateia sendo de salientar o contributo que alguns médicos presentes deram a partir da sua experiência como médicos com serviço no concelho e na região.

(Provavelmente à mesma hora as outras candidaturas estariam a oferecer sacos de plástico, a enfiar bonés ou girar porcos no espeto - a campanha da CDU segue serena)

sábado, 14 de setembro de 2013

Aproveitemos as eleições para NOS discutirmos!


Soube bem ler...

... e ver reconhecida a diferença. E por quem já nos conheceu - e reconhece - por dentro. Obrigado:

«Os processos eleitorais facultam imensas possibilidades de debate. No caso das autárquicas, são os problemas da nossa terra que vêm ao de cima e pode estabelecer-se um confronto entre os diversos participantes. Receio que, em Ourém, o apuramento de problemas, a procura de soluções, a procura de uma perspetiva para o concelho estejam em causa.
Até ao momento, a CDU foi a única força concorrente às eleições em Ourém que apresentou documentos a discutir problemas do concelho.
Fê-lo de uma forma séria e construtiva pela mão de João Filipe Oliveira a respeito do Agroal, do plano urbano da Freixianda e dos problemas do norte do concelho. Participou em debates, reuniões sobre diversos tópicos, mobilizando vários candidatos.
As prestações de outras forças não passam de defesa mais ou menos ridícula da bondade dos seus promotores. É a Carina João, é o Gameiro, são outros que conheço mal com acérrimas defesas dos seus correligionários e ditos mais ou menos jocosos e idiotas sobre os adversários. Dir-se-ia que nada apresentam porque têm receio de mostrar que nada tem sustentabilidade.
Saúdo esta capacidade da CDU no João, no Sérgio, no Luís Neves e em todos os outros que contribuem para esta imagem da organização. Efetivamente, os votos são importantes, mas, se o povo tarda a reconhecer o positivo que seria o voto na organização, os princípios serão mais uma vez afirmados e um dia haverá melhores resultados.

Não  faltem ao debate sobre a saúde!
Domingo, 15, no cine-teatro, às 16 horas

Debate no Arte



quinta-feira, 5 de setembro de 2013

Notícias (e opiniões) à espera de um Jornal CDU - Planeamento urbano da Freixianda

Planeamento urbano da Freixianda

Desde que o Humberto Piedade deixou a junta há 8 anos, em boa verdade, nunca mais houve um ato de gestão urbanística na Freixianda. Apesar de nem todos gostarem das soluções encontradas (há sempre opiniões diferentes), justiça lhe seja feita que a ele se devem a remodelação da então degradada praça central da vila e a definição de um novo centro, junto da escola, primeiro com a construção do edifício da junta e depois com o projeto do complexo escolar que agora vai ser inaugurado pelo PS.

Depois do Humberto, foi o deserto de ideias. A única coisa relevante que aconteceu foi a alteração (discutível) no Largo Juvêncio de Figueiredo, com a colocação de um parque infantil e abertura de mais um espaço de circulação automóvel e estacionamentos. Verdade! A rotunda em frente à sede da junta não conta.

Pessoalmente parece-me que a intervenção no largo da feira padece de dois erros: 
primeiro, colocar o parque infantil entre duas vias de circulação; 
segundo, criar um novo cruzamento com muito baixa visibilidade e duas ruas com sinais de stop lado a lado. 
Em termos de gestão de tráfego automóvel, vale-nos o facto de o centro da vila não ser muito movimentado, senão era a confusão total. Quem vem da Ramalheira, para verificar se há trânsito do lado de Rio de Couros tem sempre de cortar a prioridade a quem se apresenta pela direita. E quando vem alguém na rua principal e faz pisca, nunca se sabe se quer ir para a Ramalheira ou para o Largo. Mas enfim, está feito. E não é a melhor política andar constantemente a mexer.

Quanto aos novos lugares de estacionamento na praça, foi uma decisão sensata, mas insuficiente. Um dos grandes problemas é exatamente a gestão do trânsito e sobretudo estacionamento nos dias de mercado. E afinal aqueles lugares não estão disponíveis nesses dias. Será que nunca ninguém reparou nisso?

Por fim, há aquelas ruínas espalhadas aqui e ali pela vila, com destaque para umas paredes junto ao chafariz, que mereciam um pouco de atenção. E o largo em frente à antiga farmácia, que ficava a ganhar com uma remodelação.

Há necessidade de voltar a planear o núcleo urbano da vila da Freixianda, não há dúvida.

João Filipe Oliveira

Notícias à espera de um jornal CDU - o deserto a norte

O deserto a norte

Em termos gerais imaginamos que o deserto fica para sul. Em Ourém corremos o risco de o deserto ficar para norte. Este ano, na região da Freixianda, com o encerramento das escolas e a anulação de duas das nossas freguesias, parece ser a conclusão de um processo intencional de desertificação forçada. Nem faltou o forte incentivo à nova emigração, pela destruição de empregos decretada pelo governo do PSD. Restam os que conseguem resistir ou os que já não têm idade para tentar. Fecham tudo, dos serviços de saúde aos correios, para que aqui não haja nada.

De uma ponta à outra das três freguesias, agora unidas à força pela vontade de um tal Relvas que foi ministro, o abandono dos campos é evidente. Já o era nos matos e pinhais, agora é também nas terras férteis das margens do Nabão. Desperdício de recursos a somar ao perigo de incêndio. 

Mas quem pode fazer alguma coisa? Os proprietários ausentes, ou os herdeiros que andam por longe? Ou serão os poucos proprietários que ainda restam mas que não têm capacidade se ocupar? Na verdade há um papel fundamental a desempenhar pelas autarquias. Não é o papel de ser polícia, nem é realizar os trabalhos de limpeza, até porque não havia orçamento que aguentasse para uma área tão grande. O papel da junta é ser conselheira, organizadora, maestro da banda, é ser liderança do esforço de todos. Uns podem pagar a sua parte dos trabalhos, outros podem colaborar com o seu próprio trabalho. Tem é de haver quem organize.

A junta de freguesia deve agir para facilitar a limpeza e disponibilidade dos campos a quem os puder cultivar, colaborar na gestão da água da rega. A câmara municipal deve colaborar no fornecimento de informação sobre quem são os proprietários, sobre as linhas de financiamento, sobre projetos viáveis.


Muitas vezes não é a quantidade de dinheiro que permite a uma junta fazer muita coisa, é principalmente a criatividade e imaginação para fazer mais com poucos recursos.

João Filipe Oliveira

terça-feira, 3 de setembro de 2013

Notícias à espera de um Jornal CDU

Agroal

O Agroal foi destaque nas notícias por duas vezes nesta época balnear. 

Primeiro aquele disparate da Quercus sobre a falta de qualidade da água. Não fazemos ideia de onde veio a manobra, mas percebemos que o objetivo era político e que o alvo era a Câmara do PS. Afinal o assunto mais ou menos resolveu-se com a publicitação das análises, que vieram pôr a nu a imbecilidade da notícia. O descrédito que queriam lançar sobre o Agroal acabou por cair sobre a Quercus.

Depois veio a intoxicação alimentar no campo de férias que decorria na zona. Tudo se resolveu, dentro do que são as operações normais.

O resto não produziu destaques, porque o que é normal não é notícia. O Agroal cumpriu como sempre a sua função. Mas enquanto do lado de Ourém se nota o empenho da autarquia, na margem de Tomar é o abandono. A limpeza e asseio são asseguradas na margem esquerda, mas na margem direita o lixo não tem dono.

É uma questão de brio e boa vizinhança. Se Formigais tem orgulho naquele espaço, é pena que não consiga (ou não tente) convencer os vizinhos da Sabacheira a fazerem um pouco melhor. Se Ourém, depois de décadas de abandono, finalmente acordou para o investimento na riqueza daquele espaço, é de estranhar que não consiga (ou não tente) convencer os vizinhos de Tomar a empenharem-se um pouco mais.


Depois a questão do campismo. Uma vez que já são tradicionais os acampamentos de jovens no espaço do Ribeiro Grande, e uma vez que parte das estruturas já foram sendo instaladas, era boa ideia avançar para o estabelecimento definitivo de um parque de campismo municipal.

JFO

segunda-feira, 2 de setembro de 2013

Notícias CDU - acções de campanha 2013, Fátima 29.08

Foi no passado dia 29 de Agosto que a CDU Ourém iniciou em Fátima as suas acções de campanha, tendo sido recebidos em três instituições de relevância na freguesia e no concelho. Foram elas a Guarda Nacional Republicana, a Associação de Bombeiros Voluntários de Fátima e Associação Protectora de Animais Abandonados de Fátima (APAAF).
Na GNR o tema naturalmente abordado foi a Segurança, onde o Capitão e o Sargento Chefe fizeram a explicação de todo o trabalho desenvolvido e sobre as especificidades de Fátima em particular nos dias 13. Foi referido que os furtos continuam a ser a maior preocupação.
A delegação da foi depois recebida pela Associação de Bombeiros de Fátima, pelo presidente e comandante da Associação. De destacar, nas preocupações apresentadas, a construção de um novo quartel, a aquisição de viaturas e de material adequado e necessário, a falta de planos de emergência na cidade e no escoamento do santuário, sobretudo nos dias de grande afluência, bem como a falta de um novo posto de turismo, numa cidade que recebe cerca de 6 milhões de pessoas por ano.
Na parte da tarde, a comitiva da CDU seguiu até São Mamede, ao novo canil da APAAF, onde vários elementos da CDU ouviram da presidente da Associação, os seus anseios e preocupações, destacando-se os maus tratos aos animais, as dificuldades no funcionamento dos canis, a falta de apoio por parte das entidades Municipais competentes, que “ao longo de vários anos apenas têm deixado promessas que nunca se concretizaram” como referiu a presidente. A CDU assumiu a necessidade de luta por um canil Intermunicipal.
Durante o decorrer destas reuniões com as instituições, uma dezena de camaradas e amigos da CDU, estiveram pelas ruas de Fátima, distribuindo panfletos sobre a festa do Avante, sobre a CDU e sobre a candidatura á Assembleia de Freguesia de Fátima, tendo tido boa receptividade de muitos fatimenses. Circulou também pela cidade um carro de campanha com altifalantes e bandeiras da CDU, fazendo divulgação da presença da força politica na freguesia e no concelho.
Acompanhados por outros aderentes (e de todas as idades…) estiveram presentes  nesta iniciativa candidatos aos órgãos autárquicos - os primeiros da lista à assembleia de freguesia de Fátima – Rui e Claraaudia Pinéu, e Helena Cardinali - e os cabeças de lista concelhios - Alexandre de Castro (Câmara Municipal) e Sérgio Ribeiro (Assembleia Municipal ).

RP/SR