segunda-feira, 7 de agosto de 2017

Lista de candidatos para a Assembleia de Freguesia de Freixianda, Ribeira do Fárrio e Formigais


João Filipe Mendes de Oliveira
50 anos, Professor ensino secundário - Independente.

Maria Cidália da Silva Pereira
65 anos, Professora ensino secundário - Independente.

André Luís da Graça Antunes
39 anos, Jardineiro - Independente.

Marília Costa Pedro
46 anos, Reformada - Independente

Maria José das Neves Gomes
76 anos, Reformada - PCP.

Fernando de Almeida Gomes
80 anos, Reformado - PCP.

Maria Celeste Serra Ferreira
53 anos, Educadora de Infância - Independente.

Henrique Carlos Faria de Sousa
68 anos, Professor (reformado) - Independente.

Jacinto António Castro
80 anos, reformado - PCP.

Candidatos suplentes
Maria Joaquina Pereira dos Santos, PCP.
Maria da Conceição Marques Vinagre Palmela Pinheiro, PCP.
José Inácio Ferreira Carvalho, PCP.

Lista de candidatos para a Assembleia de Freguesia de Seiça

Candidatos efectivos

Maria Gracelinda Pinheiro Marques
69 anos, Professora do ensino secundário - PCP.

Marli Cristiana Martins Rodrigues
28 anos, Desempregada - Independente.

Paulo Jorge Vieira de Almeida
46 anos, Motorista de Transportes Públicos - PCP.

Sílvia Patrícia de Oliveira Faria Duque Alves
41 anos,  Assistente Técnica - Independente.

José Joaquim da Silva e Sousa
53 anos, Ferroviário - PCP.

Hélder Luís Ferraz
24 anos, Desempregado - Independente.

Maria Helena de Oliveira Sales Martins de Carvalho
81 anos, reformada - PCP.

Pedro Miguel Lains Baptista Galamba de Oliveira
45 anos, Serralheiro - PCP.

Manuel Joaquim Brás
83 anos, Operário Agrícola (reformado) - PCP.

Candidatos suplentes
Alice Maria Ramos Figueiras, PCP.
António José Domingos, PCP.
Américo Isidorinho Rosado, PCP.

Lista de candidatos para a Assembleia de Freguesia da Atouguia

Candidatos efectivos

Maria José Dias Rodrigues
70 anos, Filóloga (reformada) - Independente.

Armando Pereira Coelho
64 anos, Reformado - PCP.

Cláudio Adriano Reis dos Santos Silva
44 anos, Empregado de balcão - Independente.

Maria Fátima dos Reis Ferreira Gil
55 anos, Professora do ensino secundário - PEV.

Francisco Pereira Coelho
62 anos, Sociólogo / Advogado - PCP.

António dos Santos Sousa
75 anos, Reformado - Independente.

Maria Odete Matos Rodrigues Pereira
68 anos, Professora do Ensino Superior (aposentada) - Independente.

Nuno Diogo Rodrigues Ribeiro Leite
48 anos, Agricultor - Independente.

Manuel Vieira Gil
55 anos, Bate-Chapas - Independente.


Candidatos suplentes
Maria Antónia Carvalho Azevedo Castro, PCP.
Sérgio José Ferreira Ribeiro, PCP.
Rui Filipe das Neves Silva, PCP.




Lista de candidatos para a Assembleia de Freguesia de Urqueira

Candidatos efectivos

Marco Aurélio Fonseca Jacinto
41 anos, Técnico de análises clínicas e saúde pública - PCP.

Nina Henriques de Abreu
30 anos, Médica - Independente.

Joel Henriques de Abreu
27 anos, Técnico manutenção de aeronaves - Independente.

José Pereira de Abreu
60 anos, Técnico Comercial - Independente.

Ana Paula Esteves Henriques
59 anos, aposentada - Independente.

José Valente Batista
50 anos, Reformado - Independente.

António Manuel Dias Pais Monteiro
31 anos, Técnico de Som - Independente.

Lucinda Maria Cochicho dos Santos
68 anos, profissão de Cozinheira - PCP.

Cícero António Luís
84 anos, Motorista (Reformado) - PCP.


Candidatos suplentes
Elsa Isabel da Silva Escadas, PCP.
António Pinto Miguens, PCP.
Manuel Nunes Prates, PCP.

Lista de candidatos para a Assembleia de Freguesia de Caxarias

Candidatos efectivos
Margarida Gomes Poeta
40 anos, Florista - PCP.

Maria Júlia Rosa Catita
74 anos, Reformada - PCP.

Mário Castelão Ferreira
66 anos, Reformado - PCP.

Maria do Céu Silva Gomes Castelão Ferreira
64 anos, Reformada - PCP.

Eduardo Alexandre Marques de Frias
41 anos, Agricultor - PCP.

Filipe Serra das Neves
25 anos, desempregado - Independente.

Maria Margarida Frielas Agostinho Quintino
67 anos, Operária Agrícola - PCP.

Henrique Joaquim dos Santos
81 anos, Motorista (reformado) - PCP.

Manuel Henrique Simões
25 anos, Pedreiro - PCP.

Candidatos suplentes
Maria Filipa Vicente, PCP.
Maria Gracinda da Silva Nunes, PCP.
Luís Ferreira Carvalho, PCP.

sexta-feira, 28 de julho de 2017

Cenas da vida em alterne

Fui apanhado à beira de uma algazarra entre gente pêpêdê (isto é, ferrenhos do Partido Social Democrata "à antiga") e gente social-democrata (isto é, secretários "com futuro" do Partido Socialista), à semelhança de outras algazarras sobre outros pretextos entre gentes de iguais condições. Pareceram-me mesmo personagens da "má vida" (e pior consciência) em zaragata, a fazerem, alternadamente, o papel de virgens! 

sexta-feira, 14 de julho de 2017

Assembleia Municipal de 30.06.2017

Para a acta:

Senhora Presidente e Mesa, Senhores presidente e vereadores da Câmara,
Público e Comunicação Social presentes, Caros Colegas,

 Senhor Presidente da Câmara,

Quando, ontem à noite, ao ultimar a minha preparação para esta sessão, abri o mail com a comunicação escrita de Vossa Excelência, confesso que fiquei perturbado, o que poderá parecer anormal na minha provecta idade e experiência em andanças destas. Mas foi um facto!
É verdade que o homem é o seu estilo, e bem conheço, até por relações de simpatia e amizade antigas, o seu estilo… mas desta feita Vossa Excelência excedeu-se.
Esta comunicação escrita é uma peça "surrealista".

Comecei por estar coincidente consigo na palavra solidária e fraterna para com as vítimas dos incêndios que nos fustigaram (para o que preparara a nossa intervenção política), embora bem dispensasse o toque de ataque político-partidarite que quis introduzir antes do fecho muito pertinente que deu ao tema da floresta e seus proprietários.

Mas… depois parece que o toque foi outro. Fez-me lembrar o toque divino da Criação de Adão, no célebre quadro de Miguel Ângelo.
Vossa Excelência parece em estado de graça. E permita-me que lhe diga, como a todos os membros desta Assembleia, que nós não somos ou fomos presidentes de Câmara, nem presidentes de Junta, nem deputados – aqui, na Assembleia da República, no Parlamento Europeu –, nós estamos ou estivemos nessas funções. E somos ou seremos avaliados, não diria julgados…, e cumprimentados (ou não!) pelo desempenho que temos ou tivemos nessas funções e nas nossas vidas, que não têm compartimentos estanques.
Congratulo-me com os cumprimentos que Vossa Excelência recebeu e recebe – e vai somando com vista ao futuro… – no desempenho das funções para que foi eleito, embora alguns desses cumprimentos me pareçam por demais excessivos. Aliás, como Vossa Excelência é … mas, por vezes, excede-se!

O tempo obriga-me a passar adiante quando tanto me pedia para abundar neste registo. No entanto, não posso deixar de contrariar a interpretação de Vossa Excelência de que a por si chamada “jóia preciosa” tem sido sempre esquecida pelos governos de Portugal quando, na minha já longa vida, tive o privilégio (salvo seja…) de viver muitas coisas, entre elas o período em que Fátima foi apoiada pelo fascismo nacional (e apoiou este), depois da fase reticente da Igreja em aceitar e adoptar a versão dos acontecimentos, e antes do seu aproveitamento mundial, de que foi intérprete máximo Pio VII, na chamada guerra fria.
Leituras ou versões em que não podemos todos coincidir, sem prejuízo pelo muito respeito que tenho por quem escora as suas leituras e versões em fé e crenças que não tenho e não em dogmas que, estes sim, recuso.

Adiante! Porque tenho de deixar duas notas ou perguntas.
Senhor Presidente, que acordo é esse “entre o Município de Ourém e uma Universidade prestigiada de Lisboa para desenvolver alguns estudos e projectos”, que lhe saltou da cartola inopinadamente?
Mais uma vez: que é feito do trabalho da CESO?, está ao caminhar para fazer companhia ao Congresso de 2010, no arquivo dos esquecidos?

Para terminar, que vivam as boas festas, ensombradas pela indiferença relativamente à tragédia que assolava as vizinhanças, que viva o Agroal azul, que viva o Grupo Desportivo de Seiça, campeão do mundo amador, e todo o associativsimo
e a confissão de que não percebi o pensamento que Vossa Excelência nos pede para termos presente. Não que tenha dúvidas sobre quem somos e quem são os nossos, mas quer Vossa Excelência elucidar-nos quem são os outros com que não está e com quem, de vez em quando, está de acordo. Quem são os outros?


(…) Na reacção à resposta pelo senhor Presidente da Câmara, Sérgio Ribeiro disse, em síntese,
a)     Que queria não entrar em debate pictórico ou sobre surrealismo mas não conhecia obra de Dali sobre o inferno - a que ele estaria condenado - e deveria ser confusão com Bosch e o Jardim das Delícias, que preferia…
b)    Sobre Fátima, aceitava a situação de hoje como um facto mas isso não o impedia de questionar como se chegara a ela e de denunciar as mentiras em que assenta a versão que motiva a fé dos crentes, crentes por quem tem o maior respeito… e não para o redimir das penas infernais a que parece condenado.
c)     Esclarece que apenas quer afirmar que a carta do Papa Francisco foi dirigida ao Presidente da Câmara de Ourém, que se chama Paulo Fonseca, e não a Paulo Fonseca, pelo não é pessoal (a título de exemplo, referiu a carta citada no início da sessão pela Presidente da Mesa que dirigiu, com muito gosto e admiração à professora Deolinda Simões e não à Presidente da Mesa)-
d)    Sublinhou não ter tido resposta às perguntas sobre o acordo com “univeridade prestigiada de Lisboa” e sobre o trabalho da CESO




DECLARAÇÃO POLÍTICA

Muito obrigada, Senhora Presidente,
Aos cumprimentos protocolares que já fiz, junto os meus aos cumprimentos ao doutor António Gameiro pela edição e lançamento do seu novo livro. Congratulo-me… e que continue.
Aproximam-se as eleições autárquicas… se é que não estamos já no meio delas. Mas um acontecimento se lhes impõe, ainda que desastradamento aproveitado para se introduzir na baixa política.
Não se pode dizer que se previa a dimensão da tragédia que nos atingiu. A Portugal, aos portugueses, ao interior do País que somos. Mas previam-se os incêndios do verão, e que com o verão chegaram. E se hoje nos entre-acusamos por não termos prevenido, a dimensão da tragédia faz com que nos devamos unir na reflexão do que trouxe até ela e que tantos de nós atingiu… a tantos que somos todos!
E não será uma qualquer reforma florestal de um qualquer governo que resolverá o problema de fundo e a prioridade à prevenção.

Mas a política é isto. A política tem de ser isto!
Neste orgão deliberativo do Poder Local aprovou-se, em Fevereiro deste ano, uma moção sobre descentralização administrativa em que se afirma a descentralização  como condição essencial para o desenvolvimento local e regional; se reivindica a criação das regiões administrativas, indispensáveis a um processo coerente de delimitação de responsabilidades entre os vários níveis de administração, a uma reforma democrática de administração, à defesa da autonomia dos municípios; se exige a eliminação das restrições à autonomia do poder local em matéria financeira, orçamental, organizacional, material e humana(…)
Foi nossa a proposta, mas foi nós todos, de todos nós, a deliberação. E vai ela ao encontro do que é urgente fazer para que haja um ordenamento do território, tão urgente e que verdadeiramente previna o que tem de ser prevenido.
A deliberação também foi uma lição de política. Para mim, foi!
Dos 4 pontos aprovados, um teve 16 votos a favor e 15 contra. Por um voto passou a ser de todos, não importando quem o propôs. Como, para o bem e para o mal, é a essência da democracia representativa. E subscrevo as chamadas de atenção para a relevância do órgão deliberativo.

Assim foi este mandato, em que, no executivo, a composição foi 3+3+1, com todas as virtualidades que tão malbaratadas foram.
Mas a democracia só se completa se a representativa contribuir para reforçar a participativa, em que, a todos os níveis, todos possam intervir na vida social. E se há Esta parecerá uma intervenção despropositada. Talvez o seja. Mas terá já um som de fim de mandato, de fim de mandatos, de partida. De partida para outra, procurando deixar algumas sementes. E quem, com vantagens evidentes, substitua quem partir.
Boas férias!  
nível em que as duas faces da democracia se aproximam – ou podem aproximar – ele é o do Poder Local, ele é o das freguesias!  Das freguesias que não podem ser desenhadas e decididas do Terreiro do Paço… ou de bem mais longe, impondo-as a um Poder Central em perda de soberania e este impondo-a ao Poder Local.


terça-feira, 30 de maio de 2017

CDU Por Ourém - Comunicado nº1


A CDU – Coligação Democrática Unitária – vai mais uma vez concorrer às eleições autárquicas em todo o território nacional.
Em muitos órgãos autárquicos irá renovar e reforçar posições – de que nos orgulhamos – de gestões do Poder Local que cumprem o lema TRABALHO, HONESTIDADE, COMPETÊNCIA ao serviço das populações; noutros, para eleger representantes e, sem sectarismos, apoiar o que se considere útil para as populações, independentemente de quais as forças maioritárias, para fazer oposição sem ambiguidades ao que possa ir contra o interesse das populações; nas autarquias onde não tem eleitos, manter uma postura de acompanhamento e activa intervenção pelos meios a que consiga aceder e pelo exemplo cívico e democrático coerente com os valores que se afirmam e a luta coerente com eles. Ao serviço dos trabalhadores e as populações.
Como desde 1976, a CDU (antes FEPU e APU) apresenta candidatos aos órgãos do concelho de Ourém (antes de Vila Nova de Ourém). Pela 12ª vez se apresentará com listas de militantes do Partido Comunista Português, do Partido Ecologista os Verdes e cidadãos independentes que se predisponham a representar os trabalhadores e as populações.

Não com intenções de natureza pessoal ou de carreira, não contra o que outros possam afirmar ou pretendam, com recusa a entrar em lutas por pequenos poderes.
Sim por princípios e valores que se afirmam e praticam.

A CDU será alternativa, contrariando aquilo em que se tem tornado a escolha dos seus representantes pelos cidadãos: o afunilamento, o “ou ela ou ele”, a opção do “mal menor”, a abstenção.
A CDU é mais uma escolha em Ourém. E preencherá as suas listas quem assim entende estas eleições. Pelo que serão listas em que prevalecerá a equipa, o colectivo cimentado por valores e princípios.

É assim que anuncia os nomes escolhidos para serem os primeiros das listas para a Assembleia Municipal e para a Câmara Municipal.

À ASSEMBLEIA MUNICIPAL


Brígida Andreia Costa Batista, 35 anos, independente; formação escolar em Ourém (secundária em Ourém e CEFátima); trabalhadora numa superfície comercial e mais tarde numa oficina automóvel; formação universitária com licenciatura em engenharia biotecnológica, na Escola Superior Agrária de Bragança, e, ao abrigo do programa Erasmus, Universidade de Ljubljana, Eslovénia.
Em 2007, regressa a Ourém, para estagiar na área de saneamento e tratamento de efluentes, na empresa Ambiourém; em 2008, em paralelo com a actividade profissional, estudos no curso de mestrado de energia e ambiente, no Instituto Politécnico de Leiria.
 Actualmente, técnica de segunda classe, na aérea de tratamento de efluentes e trabalho para a empresa Ouremviva.  
A par com a actividade profissional por conta de outrem, empresária agrícola, produz plantas aromáticas medicinais e condimentares em modo biológico, com uma candidatura já aprovada à acção Jovens Agricultores do PRODER.
Tem participado nas listas da CDU em sucessivas eleições autárquicas.

À CÂMARA MUNICIPAL


Sérgio José Ferreira Ribeiro, 81 anos, militante do PCP; reformado; licenciado e doutorado em economia; actividade profissional como economista de empresa, docente universitário (em Lisboa e Coimbra), funcionário público (D-G do Emprego e assessor no IEFP), missões técnicas nas Nações Unidas (OIT); deputado na Assembleia da República (1986, 1989/90) e no Parlamento Europeu (1990/1999, 2004/2005); membro da Assembleia Municipal da Amadora (1979), e da Assembleia Municipal de Ourém (1984/1985, 1997/2001, 2005/2009, 2009/2013, 2013/2017). Vasta obra publicada.

Candidato em Ourém a todas as eleições autárquicas com excepção das de 1979 (1976, 1982, 1985, 1989, 1993, 1997, 2001, 2005, 2009, 2013), ou à Assembleia Municipal ou à Câmara Municipal, tinha decidido, após 18 anos como membro da AM de Ourém, não ser de novo candidato, mas não opôs veto pessoal à proposta da comissão concelhia do PCP de o apresentar como cabeça de lista ao executivo.       

segunda-feira, 15 de maio de 2017

Assembleia Municipal de 28 de Abril de 2017 - intervenções e declarações de voto (para acta)

01.04
DECLARAÇÃO POLÍTICA

Um cidadão que se queira informado (e poderá alguém assumir-se como cidadão sem a procura de se informar?...) vive horas difíceis num tempo cada vez mais curto.
A informação massificada inunda. Foi ela, quando começou a merecer o nome de comunicação social, dominada pelos jornais, pela imprensa escrita. Que, hoje, reparte esse domínio, em doses avassaladoras, pela rádio, pela televisão, pela internet, pelas redes sociais. Com a informação selectiva e manipuladora da realidade, com a despudorada criação de realidades fictícias, de factos alternativos, inventados, criados para justificar factos reais. Da realidade futura.
O cidadão, como membro activo de uma convivência em que intervém, raro tem consciência da manipulação a que é sujeito tanto maior quanto se alarga a democracia, como progresso social, sob a forma de participação de todos teoricamente como direito de todos, independentemente de sexo, de cor ou de nação.
A necessidade dessa consciência é acrescentada pelo facto de termos sido eleitos membros representativos de quem escolhe os seus representantes para um órgão deliberativo do poder local. E que declaração política fazer neste momento de mudança evidente, de salto qualitativo na História, que parece alongar-se se visto à escala de tempo do ser humano mas é tão-só um momento à escala de tempo da Humanidade?

Tanto e tão diversos factos a merecerem declaração! Mas cinjo-me ao ambiente que domina a actualidade que vivemos. Decerto influenciado pela minha informação, pelas minhas leituras. Que tropeçaram, por circunstâncias fortuitas (de fortuna ou de boa sorte) na releitura ou tri-leitura da conferência de Bento de Jesus Caraça de 1933, repetida e editada em 1939.  Não vou transcrever as suas notas de actualização de Maio e Setembro de 1939, mas venho partilhar convosco a insólita sensação de estar a ler coisas escritas hoje e para hoje, apenas mudando nomes de personagens e de países. Há um receio, um medo, quase um desespero ou um pânico, no ar. As alternativas que se nos colocam, até para as nossas escolhas (que sendo de outros, são também nossas), são de susto.
Tanto é, ou parece ser, ou noticia-se até à exaustão como atentado terrorista. Sobretudo se for em Paris, Londres ou outra grande cidade do 1º Mundo. Ataques com armas químicas não confirmados justificam, perante a opinião pública, dezenas de mísseis numa martirizada Síria; a “mãe de todas as bombas” é usada no Afeganistão libertado dos soviéticos que apoiavam um Estado de opção marxista há 30 anos; frotas navais e forças terrestres carregadas de destruição avançam contra ameaças de quem nunca atacou ninguém mas se afirma – “ameaçadoramente!”… – capaz de se defender do único Estado que usou bombas atómicas e destruiu massivamente cidades.
Fala-se da Coreia, hoje, esquecendo ontem e apagando o paralelo 38, que deveria ter ficado na História por ser uma referência de uma estratégia de dividir, isolar e demonizar a parte de que não se consegue impedir a mudança inevitável a prazo.
Hoje, em Abril de 2017, há que lutar pela PAZ. Há que denunciar o que ainda mais a põe em perigo. Até porque o poder de destruição do produto da florescente indústria do armmento se multiplicou, foi exponenciado, depois de 1939, de Hiroshima e Nagasaqui, do paralelo 38 (que também passa por Portugal a sul de Rio Maior…), e não há o triste equilíbrio da “guerra fria”, do receio mútuo enquanto obstáculo à confrontação a quente.
É nosso dever coevo lutar pela PAZ!

02.01

Como disse o ano passado o nosso companheiro João Filipe Oliveira, que tão melhor me substituiu nesta bancada,

“(… ) chamado que fui a analisar o relatório de contas, consultei os índices e deparei-me com cerca de 1.500 páginas: tarefa muito para além da minha capacidade humana. Ficaria espantado se a maioria dos membros desta assembleia a considerasse acessível e razoável. Há mais de uma década, quando os documentos pouco passavam da centena de páginas, era uma tarefa árdua, mas possível. Agora não. E dei comigo a pensar onde está a linha que separa a democracia real e possível da democracia irreal e fantasiosa.  Analisar e votar os relatório de contas é formalmente um ato democrático, mas se o documento é um labirinto incompreensível ou uma muralha intransponível, eu pergunto que voto poderá ser o meu, de que forma posso representar com honestidade o povo que elegeu. E pergunto se o sentido de democracia ainda ali está, ou se tudo se vai tornando, também aqui, um pró-forma, cozinhado e decidido nas costas do povo.
Democracia é o governo do povo para o povo. Mas o que vamos vendo é que o povo é cada vez mais o que menos conta. Governam os tecnocratas; e o povo, para não parecer ignorante, finge que concorda e afasta-se. E tudo isto contribui para que também eu já não olhe para a política com o mesmo entusiasmo de há uns anos atrás. Mudou o mundo e mudei eu também.”

Mudamos todos, mantendo-nos iguais a nós nas novas condições!
Nas contas deste ano, e com dificuldades de merecida leitura e análise, relevo dois aspectos, para além do rigor do exercício que apraz sempre registar, o da coincidência, ou quase!..., das contas com o orçamentado o que, no entanto, a si próprio se desvaloriza – não como exercício! – mas com conta-habilidades e interpretações que não traduzem  realidade.
O primeiro aspecto é o da quebra no investimento municipal. Parece maleita que deu à social-democracia a todos os níveis, esta obsessão do equilíbrio orçamental, dos números do défice, que faz preterir tudo o resto. Preterindo, notoriamente, o carácter instrumental das finanças relativamente à economia, isto é, ao desenvolvimento económico e social. O que a social-democracia – no sentido lato de “centrão” – paga e pagará muito cara e, com ela, a democracia pois as massas, desiludidas pela ausência de resposta para as suas crescentes necessidades e para as não escamoteáveis cada vez maiores desigualdades, demorarão a encontrar em quem confiar.
Passar o investimento de cerca de 50% das receitas e das despesas para entre 10 a 15% tem efeito no viver e satisfação de necessidades das pessoas (das necessidades de sempre e das sempre novas), enquanto as despesas de funcionamento mantém ou acrescem as suas percentagens. Há que o corrigir e urgentemente.
Segundo aspecto, é o da redução do endividamento – relacionado, obviamente, com o primeiro e agravando-o –, que se deve a uma evolução nas receitas provenientes do IMI, com subidas substanciais, duplicando relativamente ao penúltimo mandato e crescendo proporcionalmente mais que no Pais, apesar do desfavor resultante de isenções derivadas de Fátima e instituições correlativas. O que nunca se poderá dizer, como o faz o Presidente da Câmara é que essa redução do endividamento se conseguiu à margem do contributo dos cidadãos. Quem paga o IMI?
Muito mais haveria a dizer apesar do pouco lido por angustiante falta de tempo.

DECLARAÇÂO DE VOTO

Temos, Por Ourém, votado abstenção aos documentos de gestão. E temo-lo feito com simultânea declaração de voto de elogio aos documentos apresentados, sublinhando o mérito do trabalho apresentado, da sua crescente valia e rigor. Importando esclarecer que não existe qualquer contradição entre o reconhecimento da qualidade do exercício e incapacidade de bem acompanhar, com idêntico rigor, tais documentos, e a posição política relativamente à realidade que exprimem.
Quanto a esta, a nossa posição reforça-se. E votámos contra, renovando o reconhecimento e respeito pelo trabalho dos serviços e apresentação pelos seus responsáveis.
Ao fim de dois mandatos, a gestão municipal nada avançou no referente a definição de linhas estratégicas. Essa carência parece ser, desde sempre, reconhecida. Com a promessa inicial (e cumprida) de um Congresso, muito válido, de que não sobrou um documento ou uma página, com o conselho autorizado que acompanhou as anteriores campanhas eleitorais, com uma consultoria cheia de afirmados bons propósitos mas que se arrasta e, eventualmente, virá a servir para a campanha para as eleições com vista a um 3º mandato. Os documentos de gestão deverão ser instrumentos de uma estratégia e não exercício de uma política ao “deus dará” ou, para melhor nos localizarmos, que a Senhora nos conceda…



02.03

DECLARAÇÃO DE VOTO


Repetiria a declaração de voto feita para o ponto 02.01, apenas acrescentando quanto me parece sintomática a necessidade de uma revisão orçamental em Abril.