domingo, 3 de julho de 2016
sábado, 2 de julho de 2016
Reunião AM de 29.06.2016 - Duas intervenções
01.03.
Intervenção:
Cumprimento e congratulo-me com a comunicação escrita do senhor Presidente da Câmara. Pela sua extensão, que permitiu a leitura, pelas festividades do dia do concelho.
Aceito e respeito a centralidade que é dada a Fátima e aos acontecimentos de 1917 e suas comemorações. No entanto, bem me parece que que igual respeito não estarão a merecer todos aqueles que não são crentes, aliás direito constitucional num Estado laico, ou até os que, professando a religião católica, inclusivé seus ministros, têm dúvidas e reservas relativamente ao que se festeja.
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01.04
Intervenção:
(no tempo atribuído a declaração política)
Senhora Presidente da Assembleia, Senhor Presidente
da Câmara e vereadores, comunicação social e público presentes,
Caros co-membros desta Assembleia Municipal
Perdoar-me-ão se as minhas palavras vos levarem a
descortinar algum menosprezo por este órgão e pelos seus membros, o que seria absolutamente
contrário ao meu juízo e conceito de democracia. Nesse juízo e conceito, bem
mais relevante é um órgão que resulta da escolha dos cidadãos vizinhos e compõe
o Poder Local, que discute o saneamento básico e o muro, que uma qualquer
comissão dita europeia que, ao toque de caixa dos mercados e das agências do
capital financeiro transnacional e rating mais parece um colégio de frustrados
mestres-escolas que ameaçam com palmatoadas os meninos que, cumprindo
escrupulosamente as suas más lições e indo além das instruções, não tiveram
resultados que eles considerem suficientemente satisfatórios. Mas só os da fila
de trás (ou lá do sul)… porque a França é a
França!
O facto é que face ao que se passa na dita União
Europeia, e da importância que isso tem para todos nós, para o nosso saneamento
básico, para o muro do vizinho, a minha sanidade básica e a minha pessoal
informação técnico-profissional, que há 60 anos se alimenta de integração
europeia, me obriga a dizer o que poderá parecer deslocado em órgão
democrático.
O não do
referendo do Reino Unido à União Europeia não foi um não à Europa, pois
espaços-nações do Reino Unido continuam todos no continente Europa apesar de se
terem tornado numa real jangada de pedra, como escreveria o nosso, e por isso
europeu, Prémio Nobel José Saramago.
Foi uma maneira de sair de quem nunca entrou na
construção em que sempre esteve em opting
out (isto é, optando por ficar de fora), e se juntou a outros nãos – um dos
noruegueses em 1972 e, na década de 90, outros nãos dos mesmos noruegueses, dos
dinamarqueses, dos suecos (à União Económica e Monetária), dos franceses, dos holandeses,
nãos sempre ultrapassados com artes e manhas, sempre adiando o que agora parece
(repito: parece!) não ter alternativa: o não dos povos e o desmantelar desta União Europeia, na sua configuração e
projecto.
E nós, os cá do Sul? Nós, depois da reverente
gratidão por nos terem destruído a economia produtiva – a pesca, a agricultura,
os portos e estaleiros – por troca de efémeras e endividadas quimeras que bem
caras temos que ir pagando mantendo-nos endividados, iludidos e migrantes,
enredados num sistema monetário-bancário fraudulento. Nós? Basta de submmissão!
Tudo isto previsto e prevenido e sem remédio se
remediado não for. Não!, não vos digo mais mas isto tinha de dizer neste mês de
Junho de 2016, que não foi surpresa.
E regressando à terra, à nossa terrinha, só mais uma
advertência, um exemplo de malfeitorias no Poder Local:
impuseram-nos outras uniões, uniões de freguesias,
sem que os cidadãos tivessem realmente sido ouvidos para os apressados e atamancados
arranjos. Em vários espaços do nosso País isso está a ser revisto e corrigido.
E aqui?
terça-feira, 28 de junho de 2016
quarta-feira, 1 de junho de 2016
Xª Assembleia da ORSA
INTERVENÇÃO de Sérgio Ribeiro
pela CONCELHIA DE OURÉMTemos, cada militante e sua consciência de classe, a responsabilidade de viver estes momentos históricos. No Mundo, nesta coisa chamada União Europeia, em Portugal, em Santarém, em Ourém.
No
Partido, a preparar um congresso exemplarmente democrático, nas assembleias de
organização regional.
Sendo
comunistas portugueses, somos solidários com o que se passa no mundo, em
Espanha, França, Grécia, Brasil, África, Ásia. Num mundo de capitalismo no
estertor, somos solidários a forjar correlações de forças que evitem dramas ou
até tragédias.
A
prática revolucionária vive da acção de cada um, da organização, da base teórica
aberta e formadora. Sempre a
aprender. Os documentos distribuídos para reflexão e contributo ensinam-nos os limites
do quadro político e a
necessidade de continuar a luta.
Desde
o 1º Governo Constitucional, o PCP foi centrifugado da governação, e nunca
deixou de estar e de lutar na AR, no PE, no Poder Local, de intervir e
organizar no plano participativo, das massas, do sindicalismo de
classe, do associativismo popular.
As
eleições de Outubro, reflectindo tal presença e resistência, criaram condições
para travar essa continuidade com 40 anos.
E não
foi do nosso secretário-geral a primeira palavra que, após o voto, rompeu a
alternância no quadro fechado do “arco da governação”?
É
importante o que se tem conseguido…, mas sem responsabilidades no executivos,
sem partilhar compromissos. Que combatemos. Como partido que tomou partido
de classe,
Temos
de insistir no ataque às ilusões. De afirmar os limites da actual
situação.
A
economia mostra como este ciclo de desastre acelerou abandono de recursos,
enviesou perversos aproveitamentos de potencialidades.
Como
está a agricultura?,
que
foi feito da indústria?,
quantas
empresas se arruinaram?,
quantos empregos se
destruíram?
E
como se agridem direitos constitucionais?,
como
se lucra com a doença destruindo o SNS,
como
se subsidia o ensino privado em feroz combate à educação pública?,
como
se privatiza tudo, em obscenos enriquecimentos?
Também!, como o Partido
resistiu sempre.
Como
lutou sempre, como está sempre presente, a denunciar e mobilizar.
Em
Ourém, com as nossas forças e condições.
Há
que falar deste concelho, 2º em
população no distrito e que lhe parece estranho (a ganhar ao Entroncamento em
fenómenos, milagres e euromilhões).
Há
que falar da emigração que, de novo, o sangra (e ao nosso colectivo!) e nos
envelhece;
da
invasão predadora das grandes superfícies e das culturas de resistência e
sobrevivência e dos mercados informais;
do
recuo que esvazia dependências banco-especulativas que tantas ilusões criaram e
povoaram o concelho de ruínas com alicerces de crédito e endividamento;
do
turismo que, com especificidade religiosa, tem enorme relevância e deve alargar-se
à vertente histórico/patrimonial.
Há
que falar do ano que se aproxima. De autárquicas e centenários,
que 2017 trará.
Da
revolução soviética
e
das chamadas aparições de Fátima.
De
que há que falar na concelhia e em toda a organização.
Na
nossa região será um facto social exorbitante.
Temos
de nos preparar para o que aí vem – e que já aí está!
Pouco
fizemos, nestes 4 anos!
nas
autárquicas, nas legislativas, nas ditas europeias, na luta de massas.
Foi
o que conseguimos,
auto-críticos
por tão pouco ter sido, exigindo-nos que mais e melhor seja.
Aproveitemos
o estímulo de ter acabado de cumprir, com folga, a meta da campanha “terreno
para a Festa”.
Foram estas, mais uma menos outra, as palavras
que a concelhia me deu a tarefa de dizer em sua representação.
Há
4 anos, cumpri a mesma tarefa, em Alpiarça.
Há
8 anos o fiz, e algumas vezes antes o terei feito.
Esta
será, provavelmente, a última. Por isso, com militante responsabilidade, me permito
acrescentar umas referências concretas que se incluíram em anos de muitas dificuldades:
- à iniciativa central da unidade com católicos, que acolhemos em Fátima, de grande significado – que não se repetiu nas presidenciais –,
- aos jornais que editámos como material para as autárquicas e europeias,
- a uma sessão sobre a moeda única (e muito me congratulo com a decisão da campanha central de não submissão ao euro),
- ao pesar por não ter sido aproveitada, aqui, uma voz do distrito, do oureense que teve a honra de ler a declaração de voto do PCP, há 20 anos, no PE,
- às visitas do deputado por Santarém a Boleiros, pelo IC9, pela nossa saúde,
- à presença na AM, cumprida por três de nós, com prestação de contas em blog,
- à iniciativa de sessões de cinema que fez vivo e frequentado o CdeT dezenas de vezes
- ... e mais… a tanto que continuou a luta.
Esta
será, muito provavelmente, a minha última intervenção na ORSA por Ourém
Até
amanhã, camaradas
a
luta continua
VIVA
O PCP!
sábado, 7 de maio de 2016
Assembleia Municipal de 29 de Abril de 2016 - prestação de contas
REUNIÃO
DA ASSEMBLEIA MUNICIPAL DE 29.04.2016
CDU/Por OURÉM – João Filipe
Oliveira
Exma. Senhora presidente, minhas
senhoras e meus senhores,
Regresso transitoriamente a esta
assembleia, passada mais de uma década. Muita coisa mudou desde então: pessoas
e espaços desta assembleia, o mundo e eu mesmo. Completou-se neste período a
presidência de Durão Barroso na Comissão Europeia, e temos agora uma Europa
menos solidária, e distante dos ideais fundadores. A braços ainda com a crise
económica, em que os mais frágeis são sempre os mais sacrificados; a braços com
uma crise de refugiados, com o acordo de deportação para a Turquia que nos
envergonha. Passaram os governos de Sócrates e de Passos Coelho, a intervenção
da Troika, e ficámos com um país mais desigual, um país que impõe sacrifícios
duros ao mesmo tempo que cria oportunidades para uns poucos colocarem em
offshores para cima de 10.000 milhões de euros, como ficámos a saber esta
semana. Tudo negociado em segredo, sem o povo e contra o povo. E, enfim, um
mundo em que um grupo de gente pouco recomendável vai tomando conta da
democracia, como se vê no Brasil, onde os acusados de corrupção se tornaram os
julgadores a tentar um golpe de estado, dentro dos formalismos da democracia,
mas sem lhe respeitar o espírito.
Tudo isto me deixa pessimista.
Por cá, chamado que fui a analisar o
relatório de contas, consultei os índices e deparei-me com cerca de 1.500 páginas:
tarefa muito para além da minha capacidade humana. Ficaria espantado se a
maioria dos membros desta assembleia a considerasse acessível e razoável. Há
mais de uma década, quando os documentos pouco passavam da centena de páginas,
era uma tarefa árdua, mas possível. Agora não. E dei comigo a pensar onde está
a linha que separa a democracia real e possível da democracia irreal e
fantasiosa. Analisar e votar os
relatório de contas é formalmente um ato democrático, mas se o documento é um
labirinto incompreensível ou uma muralha intransponível, eu pergunto que voto
poderá ser o meu, de que forma posso representar com honestidade o povo que
elegeu. E pergunto se o sentido de democracia ainda ali está, ou se tudo se vai
tornando, também aqui, um pró-forma, cozinhado e decidido nas costas do povo.
Democracia é o governo do povo para o
povo. Mas o que vamos vendo é que o povo é cada vez mais o que menos conta.
Governam os tecnocratas; e o povo, para não parecer ignorante, finge que
concorda e afasta-se. E tudo isto contribui para que também eu já não olhe para
a política com o mesmo entusiasmo de há uns anos atrás. Mudou o mundo e mudei
eu também.
Sobre o ensino privado em Fátima, duas
notas:
1. Reconhecer o valor e interesse do
serviço prestado; 2. Ao contrário do que se quer dar aqui a entender, não é do
meu conhecimento que se pretendam cessar os contratos onde não há oferta
pública, mas sim impedir a duplicação de financiamento no mesmo espaço
geográfico. No caso de Fátima, sem oferta pública, só poderá vir a diminuir o
número de alunos captados nas áreas de influência de escolas públicas, como é o
caso em Santa Catarina da Serra, mas também captados no resto do concelho de
Ourém.
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Declaração de voto às moções do
PSD e do CDS sobre o apoio ao ensino privado de Fátima (e à apregoada
"liberdade de escolha") - abstenção:
Sem desprimor para a grande importância
dos Colégios de Fátima, não posso ao mesmo tempo esquecer que todos os anos, na
transição do 1.º para o 2.º ciclo, as escolas de Ourém perdem turmas para as
escolas de Fátima. As escolas de Fátima prestam um serviço útil, mas também
marginalmente representam duplicação de financiamento, quando os alunos são
captados fora da sua área geográfica. E essa duplicação de custos não pode
continuar a ser suportada pelas contas públicas.
----
Declaração de voto sobre o
Relatório de Contas:
Se fosse pela capacidade de síntese (do
Dr. Fernando Marques), ao apresentar em alguns minutos o resumo das cerca de
1.500 páginas, mereceria o meu voto favorável. Como, no entanto, o documento
está muito para além da minha capacidade de análise, abstenho-me.
quinta-feira, 31 de dezembro de 2015
sexta-feira, 25 de dezembro de 2015
Prestação de contas de participação na Assembleia Municipal de 23.12.2015
01.04
Declaraçao política
Cumprimentos
protocolares
Caros
concidadãos,
Da
sessão desta Assembleia de 28 de Setembro para a de hoje, em Portugal e no
Mundo ocorreram factos e mudanças que alteraram situações e perspectivas.
Nesta
curtíssima declaração política não posso anotar mais que um apontamento que se
deve registar num órgão político como este é. A tragédia de Paris exige
referência pelo horror (diria) “à porta de casa” dada a proximidade física e
cultural, e tantos serem os nossos compatriotas e conterrâneos que ali vivem.
Foi o crime sem nome, foi o horror, que marcam o ambiente em que vivemos desde
há duas semanas, em que politicamente se dramatiza e especula, colocando
dilemas como democracia ou segurança, alterando o xadrez
internacional. Mas, por outro lado, exige-se que se vejam os antecedentes, a
criação de “monstros” que, sem surpresa ou até com cálculo, parecem atacar os
seus criadores. O dito Estado Islâmico não pode ser separado do que o criou, da
intervenção ocidental directa e indirecta, da intenção de controlar recursos e
gentes, com todos os riscos e perigos agravados. Do amarelo fixo, a situação
internacional arrisca-se a passar ao vermelho de perigo de guerra global.
Esperemos que não. Como cidadãos, lutemos para que não!
Este
é um tempo de mudança!
A
mudança verificada em Portugal neste intervalo alterou os nossos temas
quotidianos. Em vez de lamentos pela situação social, começou a discutir-se
política! Os resultados das legislativas alteraram o status político com
há quase 40 anos, de alternância dentro do “centro-direita”, para uma
alternativa “centro” com apoio parlamentar da “esquerda” . Com veemência,
recuso o espantalho da “extrema-esquerda”, quando o perigo é de “extrema
direita”, de fascismo – na Europa, no Mundo –, de que se conhece, aqui em casa
(e alguns de nós na carne), meio século de experiência.
As
eleições de 4 de Outubro, pelos resultados que tiveram e sequente evolução
política, entre muito, vieram dar-nos duas lições, de que é urgente TODOS
tomarmos consciência:
·
que as eleições
legislativas são para eleger deputados que vão formar a “Casa da Democracia”,
ou seja, a Assembleia da República, e não para primeiro-ministros;
·
que, sendo todos
iguais como concidadãos, todos os votos são igualmente úteis!
Assim
se aprende democracia e congratulo-me, como estudante caloiro de ciência
política na “Universidade da Cidadania”, de estar a viver esta aula
prática.
Outras
eleições se aproximam. Apesar da distorção das campanhas, que adultera a
informação dos cidadãos, que deveria ser equilibrada e equitativa, temos de ser
nós, nós os eleitos, nomeadamente os presidentes de junta, a assegurar o
cumprimento das regras democráticas. Assim não acontece em muito lado, e assim
não aconteceu em Fátima, durante a campanha e, sobretudo, quando o mandatário
concelhio da CDU foi impedido de cumprir o que, democraticamente, era seu
direito e dever. Não se quer especular com o incidente, mas não deixaremos de o
levar até às últimas consequências que a lei permita para que todos sem
excepção, e particularmente os que têm responsabilidades democráticas por
representarem os cidadãos, não o esqueçam ou não tenham de ser lembrados.
Em
aditamento, quero dar uma informação pessoal a esta Assembleia:
A
minha habitual e terapêutica viagem a Cabo Verde este ano passará pela ilha do
Fogo – o que não foi possível o ano passado dada a erupção do vulcão. Sendo S.
Filipe cidade com que Ourém está geminada, já de tal informei os dois
presidentes, disponibilizando-me para o que pudesse ser útil. Pouco será. Mas, se
nada o será do ponto de vista empresarial ou de investimento, talvez algo se
descubra culturalmente. Fica a informação.
-------------------------
Em resposta a reacção a intervenção do presidente da
Junta de Fátima, dando a sua versão do incidente com o mandatário concelhio da
CDU, apenas disse que não entraria em polémica uma vez que o caso estava
entregue a quem o deverá julgar, a Comissão Nacional de Eleições.
02.01
Intervenção
Sobre os documentos
previsionais teria muito a dizer, como matéria da minha área profissional, mas
uma preocupação maior, prioritária, absorvente, esgota o tempo que poderia ter.
O que não obsta ao
devido agradecimento aos serviços, e a quem os representa, pela qualidade do
trabalho apresentado. Agradecimento que, com muito gosto, renovo e reforço
todos os anos.
Esse mesmo trabalho ajuda
a revelar a progressiva perda de autonomia do Poder Local, demonstra como se
está a pôr em causa o princípio da descentralização através de uma rede e
emaranhado legal de exigências financeiro-contabilísticas centralizadoras.
Aliás, esta invasão centralizadora não se
verifica apenas nas relações Poder Central-Poder Local. É piramidal! O Poder
Local perde poder para o Poder Central, este perde soberania paras instituições
ditas comunitárias, estas cumprem regras impostas por instâncias
supra-supranacionais, como o FMI e outras estruturas informais quando não
secretas. Quem detém o poder sem face?
Lutei, luto e lutarei
pela liberdade e pela democracia e ouço, aqui, defender maiorias absolutas como
poder absoluto e anti-democráctico. Aqui, por eleitos democraticamente que usam
linguagem e argumentação que se aceitaria noutros lugares públicos e populares,
por deficiente e deturpada informação dos cidadãos, mas que é inaceitável aqui
e por quem foi eleito pelo povo para o representar, a quem se exige uma
informação mínima e não um papaguear de ideias feitas, deturpadas, mentirosas,
mal formadas, consciente ou inconscientemente um anticomunismo ultramontano
para não dizer mais.
Fomos eleitos, todos,
para decidir quais os documentos previsionais que servirão a política
autárquica. Estamos impedidos de o fazer. Estamos a cumprir um ritual
burocrático. Porque este orçamento é um documento ”faz-de-conta”,
é “atípico” por apenas cumprir uma formalidade com já anunciada necessidade
de emendas que ninguém sabe quais terão de ser, foi aprovado no executivo com
um insólito voto favorável condicional.
Tem de se perguntar onde está a democracia que aqui nos
trouxe para deliberar em nome do povo?
abstençao
e declaraçao de voto
quarta-feira, 9 de dezembro de 2015
domingo, 29 de novembro de 2015
segunda-feira, 23 de novembro de 2015
No MédioTejo... e a ter de pagar a água aumentada 58%
Transcrição de artigo no espaço médio-tejo.net, em que colaboro semanalmente, e onde refiro o aumento da água em Ourém
“MEMÓRIAS (S) VIVAS (S)… E AQUÁTICAS (S)”
Por Sérgio Ribeiro -
Podemos estar cansados, sem inspiração; podemos não querer falar d’isto ou d’aquilo; podemos não ter tempo, ou espaço (quantos caracteres?), ou meio de confirmar informação pouco rigorosa. O que nunca nos faltará é… assunto!
Hoje, talvez cansado, com a inspiração em baixo (se é que alguma vez está em cima…), com pouco tempo, com o espaço apertado, com o “google” aos soluços trago, dois temas (e podiam ser mais!)
- Diz-se no Público de hoje (6ª, 20, dia desta escrita) que “Movimento pela navegabilidade do Tejo nasce em Vila Franca de Xira” ,e em artigo assinado, meio de opinião. E lembrei que há 30 anos, ou um pouco menos, estava eu na Assembleia da República eleito por Santarém, participei num encontro, no então Teatro Monumental – com a plateia cheia –, em que o Grupo Mendes Godinho, de Tomar, apresentou a sua ideia-projecto de “regularização e navigabilidade do Tejo”, a cujos objectivos dei o meu apoio e até entusiasmo… E tanto foi ele que fui proposto para sócio nº 1 da associação a formar, concretizadora do projecto, já que não fazia parte do Grupo nem era dos fundadores da ideia-projecto-associação. Ou estarei a efabular recordações numa memória já muito sobrecarregada? Creio que não! Muita água correu sob as pontes que juntavam as duas margens do Tejo, e até algumas novas pontes apareceram; o Grupo Mendes Godinho teria tido nesse projecto o seu “canto do cisne”, eu fui para outras tarefas menos ribatejanas e mais europeias (não confundir híper-crítico da União Europeia com anti-europeu, até porque nasci na Europa que já existia antes de 1957 e do Tratado de Roma, e europeu sou). Tive pena que a ideia tenha ido “por água abaixo” (e não do Tejo) mas senti o acre espinho flagelar-me ao ler a ideia da navegabilidade do Tejo como coisa nova ou inventada.
- Em Ourém, onde vivo, portanto no Médio Tejo embora a quilómetros da borda de água e dos esteiros que gosto de rever em Soeiro, o preço da água vai aumentar 58%, por decisão de Tribunal Arbitral. Como consumidor indigno-me. E sei porque me indigno, e não é (só…) por tal aumento se repercutir no meu orçamento familiar. É porque ouço e leio as acusações da actual vereação (de maioria PS) à anterior vereação (PSD) que assinou o acordo de concessão, e o ricochete dos que são hoje responsáveis partidários do PSD acusarem a actual vereação; é porque, além de ser feio, é enganador dos dois lados; é porque o que se deveria discutir (ou reconhecer) é que a política que propôs, aprovou e sancionou foi dos dois partidos que hoje gesticulam à toa, sacudindo a água dos capotes, como se estivessem esgrimindo razões. O Poder Local bipartido (ou tri) em Ourém eximiu-se a uma das suas responsabilidades ao concessionar o serviço público de fornecimento de água a privados com a contrapartidas em engenharias financeiras (como com as PPP e etc.) e vão 3 empresas – compagnie des eaux, veola, be water – passando de mão em mão e de nacionalidade em nacionalidade, em negócios sucessivos, com seus interesses/lucros salvaguardados por um contrato que o Tribunal Arbitral faz cumprir, mas sem se verem as tais contrapartidas. Que mais dizer? Que houve quem tivesse votado contra, quando e de onde nasceu a causa deste aumento.
terça-feira, 3 de novembro de 2015
terça-feira, 13 de outubro de 2015
Prestação de contas de participação na Assembleia Municipal de 28.09.2015
01.02
Para a acta: Sérgio Ribeiro pediu a palavra para pedir que a Senhora
Presidente referisse ter recebido uma carta sua justificando porque abandonara
a sessão anterior; perguntado, pela Senhora Presidente, se pretendia que a
carta fosse lida, respondeu que apenas entendia ser indispensável a referência
à carta no resumo do expediente.
01.03
Decerto influenciado pelo tom evangélico, para não
dizer beato, da informação do Presidente da Câmara, só quero dizer bem:
1.
Da nova metodologia de apresentação, com anexos, resumindo a
comunicação;
2.
Do “festival de Setembro”, que foi uma boa iniciativa, mormente a
representação teatral, apesar do mau tempo;
3.
Da apresentação, no Museu-Casa do Administrador, do vídeo de 12 minutos
de 3 jovens “ao Redol da Tijomel”.
01.04
Declaração política
(cumprimentos protocolares)
Sinto como absurda, ou até abstrusa, esta situação de
ter de fazer uma declaração política numa sessão do órgão mais político (em
teoria…) do Poder Local quando toda a minha disponibilidade e todas as minhas
preocupações estão focalizadas para uma outra vertente da mesma luta política,
isto é, do nosso viver colectivo. Assim como quando, no Parlamento Europeu,
falava dos fornos de carvão do Vale da Perra.
É verdade que tudo está ligado, mas também é verdade
que tudo tem o seu lugar e tem o seu tempo.
E este é o tempo, mas não o lugar, de ainda tentar
esclarecer alguns nossos concidadãos de que o seu voto é arma de que dispõe, é
voz com que pode dizer o que pensa, é a ferramenta (só sua e única no dia 4 de
Outubro) para a construção dos caminhos futuros. Que é indispensável que esse
acto seja informado, esclarecido, e não escolha perante alternativas viciadas e
mentirosas, perante informação manipuladora e influências espúrias.
E vamos gastar esse tempo, dito político, de cumprimento
de dever de representação cidadã, a aprovar burocráticas declarações de
interesse público em favor de entidades que apenas deveriam existir se tivessem
interesse público.
É neste sistema de democracia do voto que vivemos. Que
conquistámos – alguns duramente. Sistema que é inacabado, imperfeito, incompleto,
que funciona mal mas que, segundo alguns como Churchill será mau, mas é o
melhor de todos por não haver outro melhor. Por ser o possível.
Ora, eu não aceito esta leitura da História. Tenho
outra. A leitura de que as bases desta democracia são desumanas porque dividem
os seres humanos. A leitura de que é possível mudar as relações sociais e que, cedo,
tarde ou mais tarde, serão mudadas. Com o nosso voto e não só. Com a nossa, e dos
vindouros, participação.
Não estamos condenados às decisões de Bretton Wooods
como eternas e imutáveis, às decisões do pós-guerra que dividiram o mundo em
dois, que criaram o FMI para perpetuar um sistema de relações sociais.
Falhou uma experiência, enorme na esperança e nas
consequências, minúscula no tempo vivido, negativa em tanto que se frustrou? Talvez…,
mas não morreu a certeza de que o caminho dos humanos será o da humanização das
relações sociais, sem predomínio da exploração, e das suas sequelas de especulação
e de corrupção, com o bezerro de ouro a ordenar mais que o povo. Que acabará
por vencer a luta para que termine este rumo já com 39 anos e sempre-os-mesmos,
que retomará o projecto constitucional, que dará conteúdo a nomes como Instituto
de Apoio às Pequenas e Médias Empresas Industriais e Empresa Pública de
Parques Industriais, ao Plano de Emprego e Necessidades Essenciais
1976-1980, que concretizará tudo (ou muito) do que foi metido em gavetas
sem fundo, e esgotado fundos e ilusões.
Esta declaração está a tomar o jeito de sermão. Para o
que não tenho nenhuma vocação ou preparação. Por isso, dou a palavra a quem já
não pode votar e que, talvez melhor que ninguém em português, usou o sermão
para declarações políticas. Dizia o Padre António Vieira, no Sermão do Bom
Ladrão (de 1655):
O ladrão que furta para comer, não vai, nem leva
ao inferno; os que não só vão, mas levam, de que eu trato, são outros ladrões,
de maior calibre e de mais alta esfera. (…) os ladrões que mais própria e
dignamente merecem este título são aqueles a quem os reis encomendam os
exércitos e legiões, ou o governo das províncias, ou a administração das
cidades, os quais já com manha, já com força, roubam e despojam os povos. – Os
outros ladrões roubam um homem: estes roubam cidades e reinos; os outros furtam
debaixo do seu risco: estes, sem temor, nem perigo; os outros, se furtam, são
enforcados: estes furtam e enforcam.
Mas (…) aquele que tem obrigação de impedir que se
furte, se o não impediu, fica obrigado a restituir o que se furtou. E até os
príncipes que por sua culpa deixaram crescer os ladrões, são obrigados à
restituição; porquanto as rendas com que os povos os servem e assistem são como
estipêndios instituídos e consignados por eles, para que os príncipes os
guardem e mantenham com justiça.
E podia continuar, mas acabo. Tenho de acabar!
Desculpem a decerto inútil maçada. Neste dia 28 de
Setembro de 2015 não convenci ninguém, nem ninguém me convencerá a mim, para 4
de Outubro, mas tinha o imperativo estritamente pessoal e cívico de fazer esta
declaração.
02.08
Intervenção e Declaração de voto
Apoiando tudo o que possa contribuir para a necessidade
e urgência da segurança dos peregrinos nos seus “caminhos para Fátima”, o Grupo
por Ourém não pode dar o seu voto positivo a esta proposta pelo modo
verdadeiramente inaceitável como está fundamentada e elaborada. Consideramos
que o assunto merece maior seriedade e o âmbito e redacção do rascunho dos
estatutos de indefinida associação não pode ter mais que abstenção.
02.09 a 02.23
Intervenção
Face a esta terceira onda da avalanche de emissões de reconhecimento público, só se diz e reforça o que foi dito na reunião de 29 de Abril, abstendo-se o Grupo por Ourém em todas elas, repetindo-se agora a declaração de voto então feita.
Declaração de voto Face a esta terceira onda da avalanche de emissões de reconhecimento público, só se diz e reforça o que foi dito na reunião de 29 de Abril, abstendo-se o Grupo por Ourém em todas elas, repetindo-se agora a declaração de voto então feita.
Esta avalanche de declarações de reconhecimento de interesse público parece-nos derivar de uma questão aparentemente burocrática mas que corresponde a uma banalização do conceito do interesse público, que deveria ser universal, assim se correndo o risco de induzir ausência de interesse público para as empresas não beneficiadas com a declaração de interesse público, pelo que nos abstivemos em todas elas, com a consciência de que a abstenção não prejudicará a outorga
domingo, 11 de outubro de 2015
Memórias para saudade e compromisso
Hoje, no Centro de Trabalho de Ourém do PCP, lembrar-se-á, com muita saudade e alguns amigos, um camarada que tão novo faleceu, o Flávio Costa, colocando uma fotografia sua na parede onde estão os retratos dos nossos saudosos Mariano, Victor Hugo e Luísa Espada.
Nessa fotografia está o camarada João Pereira, que também tão novo nos deixou este ano, com grande tristeza nossa, juntando-se a estas nossas memórias, cuja luta e postura cívica - em diferentes condições mas a mesma determinação - queremos continuar.
Nessa fotografia está o camarada João Pereira, que também tão novo nos deixou este ano, com grande tristeza nossa, juntando-se a estas nossas memórias, cuja luta e postura cívica - em diferentes condições mas a mesma determinação - queremos continuar.
para o Flávio
que - com 19 anos! -
há 10 anos morreu...
mas que não morreu em nós!
(obrigado, Tiago,
pela lembrança na voz do Adriano)
terça-feira, 15 de setembro de 2015
Transcrito de resposta a pergunta encaminhada para António Filipe, cabeça de lista deSantarém pela CDU
Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes de Ourém.
Terça-feira, 15 de Setembro de 2015
PARTIDO COMUNISTA PORTUGUÊS QUER REPOR AS FREGUESIAS EXTINTAS
A pedido do blogue AUREN, recebemos do Dr António Filipe o artigo que a seguir se publica, dando a conhecer a posição do Partido Comunista Português acerca da reorganização administrativa territorial autárquica.

Correspondendo ao solicitado sobre a alteração da Lei n.º 22/2012, de 30 de maio:
O PCP opôs-se desde a primeira hora à alteração do regime jurídico da reorganização administrativa territorial autárquica, que teve como único objetivo forçar a extinção de freguesias, de forma unilateral, autoritária, e contra a vontade das populações e dos autarcas. Nada justificava este processo. O resultado é um poder local mais distante dos cidadãos, um país mais centralista, a acentuação da desertificação do país.
O PCP usou todos os mecanismos possíveis para travar este processo. A maioria PSD/CDS acabou porém por conseguir impor este regime e assim extinguir mais de um milhar de freguesias. O PCP afirmou, e reafirma, que não considera este processo como um facto consumado e que tudo faria para, de acordo com a vontade das populações tomar iniciativas de reposição das freguesias extintas.
Ainda na legislatura que agora termina, o PCP apresentou diversos projetos de lei para a recriação de freguesias extintas.
Na legislatura que se iniciará em outubro de 2015, o PCP assume o propósito de retomar e prosseguir a apresentação de projetos de lei para a reposição de freguesias extintas, sem prejuízo de equacionar a revogação expressa da legislação relativa à reorganização administrativa territorial autárquica.
Com os melhores cumprimentos
António Filipe
Partido Comunista Português
Grupo Parlamentar/Assembleia da República
(Vice-Presidente)
segunda-feira, 24 de agosto de 2015
CDU Agosto 2015
Em 2011, a CDU elegeu o 8º dos 10 deputados pelo distrito de Santarém. Foi António Filipe, eleito depois para vice-presidente da Assembleia da República e que fez muito trabalho como representante do povo deste distrito, nomeadamente do concelho de Ourém, onde esteve em várias ocasiões, como neste blog se pode comprovar.
Sendo, de novo, cabeça de lista pela CDU, esteve ontem no Centro de Trabalho de Ourém do PCP (que com o Partido Ecologista os Verdes forma a Coligação CDU) para encontro aberto de informação e debate.
A (pequena) sala encheu e conversou-se animada e inFormativamente com o candidato, sobre a política em geral e sobre a campanha em que, nestas eleições, se elegerão 9 deputados pelo distrito de Santarém, (já foram 12 os deputados do distrito), número que revela (ou confirma) a diminuição da importância do interior ou do Portugal além das áreas metropolitanas de Lisboa e do Porto. Tendência que resulta das políticas que têm sido prosseguidas e é necessário (e urgente) inverter.
quinta-feira, 20 de agosto de 2015
CONVITE
ABERTO
António Filipe foi um dos 10 deputados
eleitos por Santarém na última legislatura
foi vice-presidente da Assembleia da República
veio a Ourém em várias opotumidades
(Boleiros, ligações IC9, saúde)
sexta-feira, 14 de agosto de 2015
FESTA 2015 - EPs
Centro de Trabalho
Arco Iris e Camélia
(por solidária disponibilidade)
telf. 964435446
FESTA DO AVANTE 2015
A
22 dias da realização da 39º Festa do Avante! há muito a fazer. Divulgar e
promover a venda das EP's nas empresas, terminais de transporte, festas
populares, com bancas de rua, no contacto com camaradas e amigos. É fácil
chegar à Festa (ver
aqui) e existem inúmeros serviços ao dispor dos visitantes, incluindo um
Acampamento com todas as condições necessárias para o conforto e segurança dos
seus utentes.
Na
Quinta da Atalaia, há madeira, pinturas e muito mais para fazer. Cada parafuso,
cada placa de madeira colocada, cada pedaço de tinta que dá mais cor à Festa é
um passo em frente na construção da Festa de Abril.
sexta-feira, 5 de junho de 2015
Retalhos da vida de um eleito autárquico
1. Recebi anteontem o seguinte mail, enviado a todos os membros da Assembleia Municipal, de que sou o único eleito pela CDU e membro do Grupo Municipal POR OURÉM:
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Boa tarde,
Encarrega-me a senhora Presidente da Assembleia Municipal, Prof.ª Deolinda Simões, de remeter o convite acima referido, conforme solicitado.
Grata pela atenção
Ana Paula
Gabinete de Apoio à Assembleia Municipal
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O convite vinha em anexo e era este:
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2. Ecocentro? No Dia do ambiente?
Interessante...
Só que... tive de me informar, e foi a minha vez de "emailar":
Dra. Ana Paula
Agradecia que encaminhasse para a Sra. Presidente o seguinte:
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Exma. Senhora Presidente:
Face ao convite acabado de receber, agradecia que me informasse:
i) Foi à Assembleia Municipal a criação desta parceria?
ii) Quem são os “parceiros”?
iii) Porquê Ecocentro de Fátima quando, se me não engano, se localizará na freguesia da Atouguia?
É possível que seja a minha memória e informação a falharem mas agradecia resposta
Com os cumprimentos do
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As saudações do
Sérgio Ribeiro
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3. Pouco depois, recebi um telefonema da Presidente da Assembleia Municipal, que se informara e muito simpaticamente me informou que:
i) O tal Ecocentro localizar-se-ia na antiga ETAR, que está no cima da Estrada da Alvega, jà na fregueia da Atouguia;
ii) A Presidente da Assembleia Municipal apenas recebera o convite e o endossara, nada mais tendo, antes, chegado à Assembeia a que preside;
iii) Que lhe fora dito que estava tudo dentro das regras de funcionamento e que um dos parceiros seria a Valorlis, SA.
No fim de informação, perguntou-me se eu iria à cerimónia.
Respondi-lhe que não, evidentemente!, e disse-lhe que, tratando-se da criação de uma PPP (Parceria Público Privada), achava estranho que o orgão deliberativo estivesse à margem da sua criação pelo orgão executivo...
E acrescentei que disso se trataria na próxima reunião que será até final deste mês!
Assim farei, embora ruminando até sobre a "qualidade" da nossa democracia e as desventuras de um eleito autárquico.
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